MadeiraDig vai ter 10 dias com artistas como Nivhek, Keiji Haino e Frances-Marie Uitti

A edição deste ano do festival MadeiraDig foi alargada para 10 dias consecutivos e passa agora a incluir atividades complementares aos concertos que acontecem no Museu de Arte Contemporânea (MUDAS) na Calheta. "O cartaz alarga-se de um para...

MadeiraDig vai ter 10 dias com artistas como Nivhek, Keiji Haino e Frances-Marie Uitti
A edição deste ano do festival MadeiraDig foi alargada para 10 dias consecutivos e passa agora a incluir atividades complementares aos concertos que acontecem no Museu de Arte Contemporânea (MUDAS) na Calheta. "O cartaz alarga-se de um para dois fins de semana com datas fixadas de 29 de novembro a 08 de dezembro, com os concertos a acontecerem no MUDAS de 30 de novembro a 03 de dezembro, repetindo-se de 06 a 07 de dezembro e com o Centro Cultural John dos Passos, na vila da Ponta do Sol, a servir de palco e albergue ao novo leque de atividades que vem complementar a programação habitual do MadeiraDig", refere Maria Fernandes, da Agência de Promoção da Cultura Atlântica, que coorganiza. O alinhamento do evento inclui nomes como o projeto Nivhek, de Liz Harris, que lançou este ano “After Its Own Death / Walking In A Spiral Towards The House”, gravado parcialmente nos Açores. Entre muitos outros artistas da área eletrónica, o MadeiraDig vai levar à ilha Drew McDowall, ligado a projetos como Coil e Psychic TV, para além de Hanna Hartman, Heather Leigh e Manuel Mota & Margarida Garcia. O MadeiraDig continua a apostar na "diversidade e inovação, distribuídas por entre o que de mais recente se produz em eletrónica de vanguarda e os mundialmente consagrados nomes da área". Exemplo disso está na presença de Maria W. Horn, "jovem e promissora compositora sueca, com sonoridades oscilando entre estruturas minimalistas e intenso ‘power electronics' e na americana Kali Malone, que nos traz a sua música combinada de síntese modular com instrumentação acústica", explica. Já quanto aos consagrados, o destaque vai "as participações de Frances-Marie Uitti, considerada a mais influente violoncelista do mundo, Keiji Haino, lenda do rock japonês, e David Rosenboom, artista interdisciplinar, compositor, autor de diversas obras, conhecido como pioneiro na música experimental americana", disse a organizadora. A edição mantém os formatos dos concertos por noite no MUDAS, seguindo-se as ‘after sessions' na estalagem da Ponta do Sol. "Já as atividades complementares deste ano, isto é, instalações de vídeo arte, performance e formações e ‘live acts', ocorrem sobretudo no Centro Cultural John dos Passos", refere. Esta abertura tem como objetivo "contribuir para a formação de novos públicos e criadores e para o desenvolvimento local através das artes e da criação, pretendendo-se criar pontes com o sector criativo local numa lógica de incentivo à criação colaborativa e à inovação artística".