Manter quotas de pescado "é uma das questões mais prementes nas negociações em Bruxelas"

O secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, disse esta sexta-feira que um dos focos do Governo Regional no próximo quadro comunitário plurianual, para o setor do mar e das pescas, é assegurar as atuais quotas de captura de pescado,...

Manter quotas de pescado
O secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, disse esta sexta-feira que um dos focos do Governo Regional no próximo quadro comunitário plurianual, para o setor do mar e das pescas, é assegurar as atuais quotas de captura de pescado, nomeadamente as espécies de atum e peixe-espada, e prover fundos para a reconversão da frota do peixe-espada. "Manter as quotas de pescado que a Madeira tem, é uma das questões mais prementes nas negociações em Bruxelas", destacou Teófilo Cunha, no final do encontro de trabalho com a eurodeputada do PSD, Cláudia Monteiro de Aguiar, encontro que decorreu na Direção Regional das Pescas, em Câmara de Lobos. "A outra questão é a possibilidade de utilização dos fundos para a renovação da nossa frota mais envelhecida, a do peixe-espada. É a questão mais problemática e a mais difícil de se resolver. Estamos a falar de algumas dezenas de embarcações que precisam de renovação premente para cumprirem com obrigações europeias em termos de uso e de segurança dos próprios pescadores. Estamos a fazer o nosso trabalho, porque o caminho faz-se caminhando." O próximo quadro plurianual 2021-2027 prevê um envelope financeiro de 114 milhões de euros do Fundo Europeu de Assuntos Marítimos e Pescas para as pescas, a aquacultura e economia azul. "Estes assuntos não estão completamente fechados, como nos explicou a eurodeputada", referiu o governante. "Há questões que ainda não estão resolvidas, e sobre a Madeira ficamos mais conscientes e com mais dados sobre o que será o próximo quadro comunitário e com que linhas nos vamos coser." A eurodeputada fez um levantamento dos diferentes dossiês europeus que interessam à Região, em especial os da área do mar e pescas. Explicou as dificuldades nas negociações para manter o nível dos apoios e a pressão para ceder em questões cruciais. Mas disse-se "determinada em lutar durante o mandato pelos assuntos que são benéficos para as populações da Madeira".