Manuel Pedro Freitas pede para Câmara de Lobos não desanimar com os erros e pede união

Manuel Pedro Freitas, médico que assume a presidência da Assembleia Municipal de Câmara de Lobos desde 2013, é da opinião que o cerco sanitário que está em vigor na freguesia câmara-lobense pode constituir uma “oportunidade” para a população se unir. Em artigo escrito, Manuel Pedro Freitas lança um apelo aos munícipes, mas também aborda o contexto regional. “A propósito do cerco sanitário à freguesia de Câmara de Lobos. Os erros, apesar de nos entristecerem, não nos devem fazer desanimar, pois podem constituir oportunidades de aprendizagem e melhoria. O recente “puxão de orelhas” a Câmara de Lobos, por parte do Governo Regional é uma oportunidade de, não só melhorarmos o nosso comportamento perante um problema que nos irá acompanhar durante vários meses, como também para fazermos (re) nascer um forte sentimento de “Orgulho Câmara-lobense”. Em resposta a este “puxão de orelhas” e ao achincalhamento feito através de comentários e da publicação de fotografias e de dezenas de vídeos manipulados para denegrir a imagem dos “xavelhas”, ou seja, dos câmara-lobenses, a resposta só poderá ser a união de todos no sentido de, não só reparar o erro, mas mostrarmos que poderemos ser capazes de o fazer da melhor forma e se possível, melhor que os outros. Para o fazermos teremos de estar unidos no cumprimento escrupuloso das recomendações e procedimentos que no âmbito da luta ao coronavírus são emanados pelas autoridades de saúde como sejam: o cumprimento de quarentenas ou isolamento; o distanciamento social, seja entre agregados familiares, no nosso local de trabalho ou em contexto de compras; o confinamento às nossas habitações; as medidas de higiene das mãos; as medidas de proteção individual, etc. Com o mesmo objetivo, é também, importante chamar a atenção dos prevaricadores ou até, denunciar às autoridades situações ou comportamentos que estejam a colocar em causa a segurança individual e coletiva; é importante, quando recorremos aos serviços de saúde, não mentirmos ou sonegarmos informações que se podem refletir, negativamente, na segurança dos profissionais de saúde ou de outros doentes; é importante ter presente que a segurança de todos depende do comportamento de cada um de nós; é importante ter presente que os erros são oportunidades de melhoria, de aprendizagem, mas se repetidos terão de existirem consequências e, quem os comete terá, obrigatoriamente, de ser responsabilizado e punido independentemente da sua condição social. Ainda que não estejamos habituados a este tipo de condicionalismos e restrições e de esta cultura não ser aquela com que nascemos ou vivemos é importante interiorizarmos que ela será aquela a que nos teremos de habituar nos próximos meses ou talvez anos. Ficar “preso” na nossa habitação ou hotel durante 14 ou 21 dias ou até mais, não é fácil, como não é fácil não podermos ir ao café e dar dois dedos de conversa; como não é fácil ficarmos privados das jantaradas ou churrascadas ou ficarmos restringidos a conviver unicamente com o nosso núcleo familiar básico, quando se tem mais família ou ainda ficarmos privados de estar com os netos ou não podermos visitar familiares institucionalizados ou hospitalizados, etc. Quando assumimos comportamentos de risco, como o que, supostamente, aconteceu em Câmara de Lobos, é possível que, algumas vezes, dê erro e, nesta caso deu erro e o resultado foi o que se viu: a colocação, por nossa culpa, não só da vida daqueles que nos são mais queridos - os nossos filhos, os nossos companheiros (as), os nossos familiares, mas também a vida dos outros; o desencadear de hostilização e de ódios por parte daqueles que são cumpridores e que sentem a sua vida em risco por parte dos não cumpridores; o denegrir da imagem regional, nacional e internacional que, nos últimos anos, Câmara de Lobos tanto se esforçou para ganhar. Vamos, pois todos fazer uma espécie de “reset” na forma de estar, e onde para além de, obrigatoriamente se incluírem os câmara-lobenses, também se terá de incluir a restante população madeirense, onde nem todos também são cumpridores. Por esse fato, antes de se julgarem os “xavelhas” talvez seja importante recordar aquilo que Jesus disse aquando do episódio do apedrejamento da pecadora Maria Madalena: “quem não tem pecados que atire a primeira pedra”. Naturalmente que isto não deve impedir de apontar o dedo a quem não cumpre os seus deveres de cidadania, sobretudo quando em causa está o valor da vida.”

Manuel Pedro Freitas pede para Câmara de Lobos não desanimar com os erros e pede união
Manuel Pedro Freitas, médico que assume a presidência da Assembleia Municipal de Câmara de Lobos desde 2013, é da opinião que o cerco sanitário que está em vigor na freguesia câmara-lobense pode constituir uma “oportunidade” para a população se unir. Em artigo escrito, Manuel Pedro Freitas lança um apelo aos munícipes, mas também aborda o contexto regional. “A propósito do cerco sanitário à freguesia de Câmara de Lobos. Os erros, apesar de nos entristecerem, não nos devem fazer desanimar, pois podem constituir oportunidades de aprendizagem e melhoria. O recente “puxão de orelhas” a Câmara de Lobos, por parte do Governo Regional é uma oportunidade de, não só melhorarmos o nosso comportamento perante um problema que nos irá acompanhar durante vários meses, como também para fazermos (re) nascer um forte sentimento de “Orgulho Câmara-lobense”. Em resposta a este “puxão de orelhas” e ao achincalhamento feito através de comentários e da publicação de fotografias e de dezenas de vídeos manipulados para denegrir a imagem dos “xavelhas”, ou seja, dos câmara-lobenses, a resposta só poderá ser a união de todos no sentido de, não só reparar o erro, mas mostrarmos que poderemos ser capazes de o fazer da melhor forma e se possível, melhor que os outros. Para o fazermos teremos de estar unidos no cumprimento escrupuloso das recomendações e procedimentos que no âmbito da luta ao coronavírus são emanados pelas autoridades de saúde como sejam: o cumprimento de quarentenas ou isolamento; o distanciamento social, seja entre agregados familiares, no nosso local de trabalho ou em contexto de compras; o confinamento às nossas habitações; as medidas de higiene das mãos; as medidas de proteção individual, etc. Com o mesmo objetivo, é também, importante chamar a atenção dos prevaricadores ou até, denunciar às autoridades situações ou comportamentos que estejam a colocar em causa a segurança individual e coletiva; é importante, quando recorremos aos serviços de saúde, não mentirmos ou sonegarmos informações que se podem refletir, negativamente, na segurança dos profissionais de saúde ou de outros doentes; é importante ter presente que a segurança de todos depende do comportamento de cada um de nós; é importante ter presente que os erros são oportunidades de melhoria, de aprendizagem, mas se repetidos terão de existirem consequências e, quem os comete terá, obrigatoriamente, de ser responsabilizado e punido independentemente da sua condição social. Ainda que não estejamos habituados a este tipo de condicionalismos e restrições e de esta cultura não ser aquela com que nascemos ou vivemos é importante interiorizarmos que ela será aquela a que nos teremos de habituar nos próximos meses ou talvez anos. Ficar “preso” na nossa habitação ou hotel durante 14 ou 21 dias ou até mais, não é fácil, como não é fácil não podermos ir ao café e dar dois dedos de conversa; como não é fácil ficarmos privados das jantaradas ou churrascadas ou ficarmos restringidos a conviver unicamente com o nosso núcleo familiar básico, quando se tem mais família ou ainda ficarmos privados de estar com os netos ou não podermos visitar familiares institucionalizados ou hospitalizados, etc. Quando assumimos comportamentos de risco, como o que, supostamente, aconteceu em Câmara de Lobos, é possível que, algumas vezes, dê erro e, nesta caso deu erro e o resultado foi o que se viu: a colocação, por nossa culpa, não só da vida daqueles que nos são mais queridos - os nossos filhos, os nossos companheiros (as), os nossos familiares, mas também a vida dos outros; o desencadear de hostilização e de ódios por parte daqueles que são cumpridores e que sentem a sua vida em risco por parte dos não cumpridores; o denegrir da imagem regional, nacional e internacional que, nos últimos anos, Câmara de Lobos tanto se esforçou para ganhar. Vamos, pois todos fazer uma espécie de “reset” na forma de estar, e onde para além de, obrigatoriamente se incluírem os câmara-lobenses, também se terá de incluir a restante população madeirense, onde nem todos também são cumpridores. Por esse fato, antes de se julgarem os “xavelhas” talvez seja importante recordar aquilo que Jesus disse aquando do episódio do apedrejamento da pecadora Maria Madalena: “quem não tem pecados que atire a primeira pedra”. Naturalmente que isto não deve impedir de apontar o dedo a quem não cumpre os seus deveres de cidadania, sobretudo quando em causa está o valor da vida.”