Miguel Albuquerque mostra-se confiante e "apela à participação "

O presidente do Governo Regional da Madeira e cabeça de lista do PSD pelo arquipélago, Miguel Albuquerque, votou hoje na Escola Básica da Ajuda, no Funchal, onde apelou à participação e se manifestou confiante na vitória. "As expectativas são...

Miguel Albuquerque mostra-se confiante e
O presidente do Governo Regional da Madeira e cabeça de lista do PSD pelo arquipélago, Miguel Albuquerque, votou hoje na Escola Básica da Ajuda, no Funchal, onde apelou à participação e se manifestou confiante na vitória. "As expectativas são muito claras: nós já ganhámos as europeias [em maio], ganhámos as regionais [em setembro], a nossa ideia é fazer 3-0, ganhar também as nacionais", afirmou. Miguel Albuquerque, que votou já depois das 17:00 por ter estado ausente da região, reconheceu que a margem do PSD tem vindo a diminuir de eleição para eleição, facto que atribui ao "voto útil" do eleitorado de esquerda, situação que, por outro lado, conduz à "extinção" dos pequenos partidos que se "albergam por baixo da asa do PS". "O Bloco de Esquerda desapareceu [tinha dois deputados no parlamento regional], o Partido Comunista esteve em vias de desaparecer [tinha dois e elegeu apenas um] e o JPP ficou reduzido em três deputados [tinha cinco]", disse, vincando que "quem se mete por baixo da asa do PS tem a tendência para desaparecer". O presidente do Governo Regional e cabeça de lista pelo círculo da Madeira admitiu, por outro lado, que a abstenção poderá ser maior nesta eleição, considerando que se trata do terceiro ato eleitoral do ano, o que "causa algum cansaço e alguma desmobilização" nas pessoas. No entanto, disse que não é caso para "dramatizar" e apelou à participação do eleitorado, lembrando também que a Região Autónoma da Madeira é a zona do país que onde os índices de abstenção são mais baixos. Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura e de onde sairá o novo Governo. Segundo a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), podem votar para as eleições de hoje 10.810.662 eleitores, mais cerca de 1,1 milhões do que nas anteriores legislativas, em 2015, devido ao recenseamento automático no estrangeiro. Esta é a 16.ª vez que os portugueses são chamados a votar em legislativas, concorrendo a estas eleições um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação – embora apenas 15 se apresentem a todos os círculos eleitorais. No total, são eleitos 230 deputados numas eleições que, ao longo dos anos, têm vindo a registar um aumento da taxa de abstenção. Em 2015, a taxa de abstenção atingiu o recorde de 44,4%, comparando com os 8,3% nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 1975, ou os 16,4% das primeiras legislativas, em 1976.