Ministro alemão pede "mecanismo estável" para distribuição de migrantes pela UE

O ministro alemão dos Assuntos Exteriores, Heiko Maas, apelou a um consenso rápido sobre um “mecanismo estável” para a distribuição de migrantes resgatados no Mediterrâneo, antes da reunião que se realiza hoje em Paris. “Agora necessitamos...

Ministro alemão pede
O ministro alemão dos Assuntos Exteriores, Heiko Maas, apelou a um consenso rápido sobre um “mecanismo estável” para a distribuição de migrantes resgatados no Mediterrâneo, antes da reunião que se realiza hoje em Paris. “Agora necessitamos rapidamente de um mecanismo estável que regule o desembarque e a distribuição das pessoas resgatadas no alto mar”, assegurou o político social democrata num comunicado prévio à reunião dos ministros da administração interna da União Europeia. A Alemanha está empenhada em trabalhar com outros países uma “coligação com os dispostos a ajudar” e “também para fazer a sua parte de forma fiável no futuro”. Na sua opinião, a Europa pode encontrar uma “solução rápida e pragmática” para o problema concreto dos resgates no Mediterrâneo, afirmou Maas. Os números oficiais de pessoas que precisam de ajuda no mar são “manejáveis”, afirmou o ministro. Outra questão, reconheceu o ministro, são as diferenças em outros assuntos da problemática migratória, que não se podem resolver “da noite para o dia”. “Não devemos abandonar (a causa) até chegarmos a um acordo. É a obrigação humanitária da Europa”, disse Maas, que sublinhou que a União Europeia não pode ignorar esta “catástrofe ao largo nas nossas costas”. A reunião de hoje em Paris junta ministros do Interior e dos Negócios Estrangeiros de todos os países que estejam disponíveis para participar numa solução proposta pela França e Alemanha de criação de um mecanismo de resposta ao resgaste de migrantes no Mediterrâneo. Na semana passada, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou positiva a proposta. “A França e Alemanha propõem um mecanismo de resposta até que haja uma solução definitiva. Uma resposta transitória para os barcos que têm surgido no mediterrâneo no último ano. São mais de uma dezena de barcos que o governo italiano deixou de aceitar nos seus portos, que são normalmente os mais próximos e seguros”, disse à agência Lusa, por telefone, o ministro da Administração Interna, após participar em Helsínquia numa reunião informal de ministros de Justiça e Assuntos Internos, a primeira organizada pela presidência Finlandesa.