Ministro da Defesa propõe mais cooperação entre a UE e África

Portugal defende mais cooperação entre a União Europeia e África no sentido de eliminar a instabilidade e promover o bem-estar das populações disse hoje à Lusa o ministro da Defesa que participa numa reunião internacional sobre segurança, em...

Ministro da Defesa propõe mais cooperação entre a UE e África
Portugal defende mais cooperação entre a União Europeia e África no sentido de eliminar a instabilidade e promover o bem-estar das populações disse hoje à Lusa o ministro da Defesa que participa numa reunião internacional sobre segurança, em Dacar. “A segurança e a paz no continente africano interessam-nos diretamente porque há uma grande porosidade entre os dois continentes e a instabilidade em África facilmente se traduz em dificuldades e desafios para a segurança na Europa. Neste aspeto existe um interesse direto”, disse Gomes Cravinho. O ministro da Defesa Nacional participa no 6.º Fórum Internacional de Dacar sobre a Paz e a Segurança em África que decorre na capital do Senegal. “A mensagem que trago a esta conferência e que foi transmitida ontem [domingo] à minha homóloga francesa é a de que temos de dar um passo qualitativo entre Europa e África em matéria de paz e de segurança”, explicou frisando que há “muito trabalho a fazer” no bloco europeu. “Nem todos os nossos parceiros da União Europeia entendem a necessidade de estarmos profundamente ligados à paz e à segurança em África e Portugal colocou para o início da presidência europeia no início de 2021 o tema das relações com África como prioridade porque tem que ver com o nosso próprio bem-estar”, afirmou. O ministro da Defesa Nacional considera os “problemas africanos” muito próximos da Europa referindo-se em concreto aos movimentos radicais islâmicos assim como ao tráfico de drogas e de pessoas. Para Gomes Cravinho as respostas têm de ser multidimensionais porque as soluções não são “apenas” militares defendendo como necessárias propostas em matéria de condições de vida "minimamente estáveis" com criação de empregos para que ocorra uma promoção das populações com novas “perspetivas económicas e sociais”.