Morte de Jesus "mostra o quanto cada ser humano vale para Deus", lembra bispo do Funchal

A morte de Jesus Cristo “mostrou e mostra, ainda hoje, o quanto cada ser humano vale para Deus”, afirmou, esta tarde, o bispo do Funchal, na homilia da Eucaristia do Corpo de Deus, que decorre no Largo do Colégio perante milhares de pessoas....

Morte de Jesus
A morte de Jesus Cristo “mostrou e mostra, ainda hoje, o quanto cada ser humano vale para Deus”, afirmou, esta tarde, o bispo do Funchal, na homilia da Eucaristia do Corpo de Deus, que decorre no Largo do Colégio perante milhares de pessoas. Num dia em que se reforça o significado e a importância do sacramento da Eucaristia para a vida cristã, D. Nuno Brás lembrou que “a morte de Jesus, longe de ser apenas uma morte injusta e sem sentido, mostrou e mostra, ainda hoje, a todo o que se deixar confrontar por ela, o quanto cada ser humano vale para Deus”. “Mostra como o amor divino pode ir longe, bem mais longe que qualquer sentimento, bem mais longe que qualquer poder humano, bem mais longe que qualquer desejo”, sustentou, complementando que “é uma vontade (um querer divino!) de a todos chegar, de a todos oferecer a sua vida, de a todos convencer com o amor, de a todos oferecer a eternidade”. Por esse motivo, o bispo sublinhou que “a Cruz de Jesus Cristo é o lugar do amor. Neste Jesus que assim morre na cruz, conhecemos o que é o amor, sem fronteiras, sem limites. O amor que tudo pode, porque não é fruto de uma fantasia ou de um sentimento vago, mas antes daquele querer divino, único a poder vencer a morte no seu próprio terreno”, frisou. Um sentimento transcendental, na medida em que, conforme referiu D. Nuno Brás, “que o homem morra é normal. Mas que Deus sofra a morte, custa-nos, ainda hoje, entender, que Deus experimente o que é morrer. Que Ele experimente a morte real, física e moral; que sofra o abandono dos seus, a solidão, o silêncio, a dor maior do abandono do Pai, para (por nossa causa) vencer a morte e nos dar a vida, a Sua vida”. Por isso, mencionou o prelado, “isso apenas poderá ter uma justificação: o amor divino, incomensurável, o amor maior e concreto por todos e por cada um: o amor definitivo. Ou, simplesmente, ‘o amor’”. Nessa ordem de ideias, adiantou que não nos deve espantar “que São Paulo nos diga - a nós, discípulos que celebramos a Eucaristia, a nós que comungamos -, que sempre que o fazemos anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha”. “Anunciamos, verdadeiramente, a morte do Senhor. Somos seus anunciadores, seus pregoeiros. Somos portadores da morte de Jesus, porque nela se mostrou o amor e a medida do amor”, destacou. Assim, acrescentou, “na cruz de Jesus Cristo vem-nos ao encontro a vida que vence a morte, e no Crucificado somos surpreendidos pela grandeza do ser humano, a grandeza de cada um de nós, a grandeza que permanece, sem que nada mais a possa destruir”, sustentou. Nesse sentido, considerou que, “quando celebramos a Eucaristia, celebramos este Amor, único e total de Deus por cada um de nós e por todos. Quando comungamos, recebemos em nós o Amor. Quando nos ajoelhamos diante do Santíssimo Sacramento, ajoelhamos diante do Amor. Quando abrimos o nosso coração num momento de oração silenciosa perante o Sacrário, abrimos o nosso coração ao Amor. E quando O mostramos à cidade, numa procissão jubilosa, mostramos a todos o Amor: aquele Amor de que todos os homens necessitam para ser, para viver, para resolver os seus problemas, para chegar à verdadeira e autêntica felicidade. Mostramos o Amor, que é fonte de verdadeira comunhão”, especificou. É essa a importância da Eucaristia, em que Jesus nos “pede, hoje, que o seu anúncio e as suas ações possam estar próximos, e interpelar, convidar – hoje, como na Galileia de há 2.000 anos -, a todos aqueles que ainda não se encontraram com Ele, mas a quem Ele não desiste de procurar, de encontrar, de amar”, rematou.