Mulheres sul-africanas manifestam-se em Times Square

Ontem, uma demonstração silenciosa reuniu em Times Square, no coração da cidade de Nova Iorque, mais de 200 mulheres sul-africanas residentes em Nova Jersey, Maryland, Califórnia, Colorado, Washington, Massachusetts e Pennsilvânia para demonstrar a...

Mulheres sul-africanas manifestam-se em Times Square
Ontem, uma demonstração silenciosa reuniu em Times Square, no coração da cidade de Nova Iorque, mais de 200 mulheres sul-africanas residentes em Nova Jersey, Maryland, Califórnia, Colorado, Washington, Massachusetts e Pennsilvânia para demonstrar a solidariedade com as suas compatriotas, pela vitimização que no mês de setembro atingiu um ponto de crise, devido à violência baseada no género, xenofobia e assassinato de agricultores nas suas fazendas. A demonstração foi organizada por Iman Jeneker da  South Africa Cultural Exchange, após ouvir a situação de violência sexual e femicídios acontecidos na África do Sul que, diz, ”a deixaram completamente entorpecida “... e desconetada das suas irmãs sul-africanas.  Jeneker  fez um apelo através  do Facebook a pedir ajuda e solidariedade a todos os sul-africanos para demonstrarem o seu apoio.  A publicação ganhou seguidores e de forma célere foi conseguida a autorização para a manifestação, concedida pelo Departamento da Polícia de Nova Iorque (NYPD) . No decurso desta demonstração silenciosa, apenas foram precisos 10 minutos para formar um círculo humano onde algumas mulheres falaram, recitaram poemas e orações. As mulheres abraçaram-se, algumas visivelmente emocionadas com  lágrimas rolando pelas suas faces. Algumas dessas mulheres presentes na manifestação cheia de simbolismo,  disseram viver a tragédia que acontece em casa, onde familiares de algumas dessas mulheres foram vitimas de violência doméstica, vítimas de violação, sendo que na maioria das vezes os perpetradores são homens conhecidos das vítimas ou de familiares. A organizadora disse ser importante chamar, a nível internacional, a atenção para esta crise. "Assim talvez os nossos líderes, sob pressão, atuem, porque o mundo está a observá-los", afirmou.