“Ninguém compreende esta situação”, afirma Associação que homenageou major-general exonerado

O major-general Carlos Perestrelo passa hoje à situação de reserva e, por ter sido exonerado, já não poderá ser promovido. Essa é uma “injustiça de bradar aos céus”, lamentou ao JM Joaquim Relíquias, presidente da Associação de Paraquedistas...

“Ninguém compreende esta situação”, afirma Associação que homenageou major-general exonerado
O major-general Carlos Perestrelo passa hoje à situação de reserva e, por ter sido exonerado, já não poderá ser promovido. Essa é uma “injustiça de bradar aos céus”, lamentou ao JM Joaquim Relíquias, presidente da Associação de Paraquedistas da Madeira. Esta instituição já tinha há muito planeada uma homenagem para enaltecer o serviço à Região do major-general, que agora se despede da Madeira com um amargo de boca. Num dia em que recebeu “palavras de amizade e conforto”, num momento de convívio que decorreu na sede desta associação, o major-general Carlos Perestrelo escusou-se a fazer quaisquer comentários ao JM e RTP sobre esta situação. Fica na Madeira mais uns dias e depois regressa a Portugal Continental. Menos parco em palavras foi o anfitrião, Joaquim Relíquias, que considerou o processo de exoneração “muito estranho”. Enalteceu ainda o reconhecimento, hoje, do Governo Regional, elogiando o facto de haver “pessoas que estão no terreno e têm visto o que ele tem feito e não o julgam pelo telefone”. Visivelmente incomodado com a “injustiça” que acredita estar a ser feita com Carlos Perestrelo, rematou as suas declarações ao nosso jornal com um lacónico “gostava que isto não tivesse acontecido”. De realçar que neste tributo foi oferecido ao militar uma salva de prata e uma garrafa de Vinho Madeira.