"Novas gerações estão muito sensibilizadas para o voluntariado", afirma Albuquerque

Há cada vez mais instituições e voluntários a marcarem presença na ‘Feira das Vontades’, que inaugurou esta tarde a sua 17.ª edição, com 71 instituições e associações representadas na Placa Central da Avenida Arriga e Largo da Restauração....

"Novas gerações estão muito sensibilizadas para o voluntariado", afirma Albuquerque
Há cada vez mais instituições e voluntários a marcarem presença na ‘Feira das Vontades’, que inaugurou esta tarde a sua 17.ª edição, com 71 instituições e associações representadas na Placa Central da Avenida Arriga e Largo da Restauração.   O evento, que surgiu em 2003 para mostrar à comunidade o trabalho desenvolvido pelas entidades participantes, tem cativado cada vez mais jovens, conforme se congratulou o presidente do Governo, durante a visita às diversas barracas. “As novas gerações estão muito sensibilizadas para o voluntariado e isso é muito bom, porque, ao contrário do que se costuma dizer, que vivemos numa sociedade muito mais materialista, narcisista e egocêntrica, há o contraponto, e o contraponto é que hoje vemos muitos jovens, de 20, 30 anos, a participar nestas instituições de solidariedade”, enalteceu. Miguel Albuquerque aproveitou ainda a oportunidade para deixar “um apelo aos madeirenses”, para “que visitem esta feira, comprem as suas prendas de Natal aqui. Tem coisas muito engraçadas nestas barracas e, assim, estão a ajudar as instituições e as populações que elas ajudam, que bem precisam”, frisou. Pela organização, que volta a estar a cargo de cinco instituições: a Casa do Voluntário – IPSS em parceria com a Comissão Organizadora (Garota do Calhau, Casa do Povo do Curral das Freiras, Direção Regional da Juventude e Desporto, Liga Portuguesa Contra Cancro e Casa de Saúde Câmara Pestana), Ricardo Silva constatou que, “de ano para ano, tem aumentado o número de instituições que marcam presença aqui”. “Aparecem sempre novas, cada vez mais dinâmicas e com gente nova, com novas ideias”, regozijou-se. Indicando que a maioria dos voluntários “são mulheres”, adiantou que a idade destes “tem vindo a diminuir. Os voluntários são cada vez mais jovens, temos alunos de escolas a quererem fazer voluntariado”, sublinhou. O responsável acredita que a Madeira está no mesmo patamar que o todo nacional, não estando “nem à frente, nem atrás”. “Agora, como nós somos uma ilha e temos tido acidentes e catástrofes, se calhar o voluntariado evidencia-se bastante na Madeira, as pessoas sentem a necessidade de ajudar o seu próximo”, considerou. A esse respeito lembrou que, no 20 de Fevereiro, a Garota do Calhau teve “200 voluntários no Mercado Abastecedor a lavar os produtos que vinham dos supermercados e que nos foram doados”. “Foi uma época muito bonita em termos de voluntariado e em que se viu a união das pessoas”, acentuou, rematando que “não andamos à procura de voluntários, as pessoas aparecem”.