Obras de Joe Berardo estão a ser arrestadas no CCB

Estão a decorrer esta quarta-feira diligências com vista à execução do arresto dos quadros e outras obras de arte de Joe Berardo no Centro Cultural de Belém (CCB).  A notícia acaba de ser avançada pelo Jornal Económico, dizendo que as diligências...

Obras de Joe Berardo estão a ser arrestadas no CCB
Estão a decorrer esta quarta-feira diligências com vista à execução do arresto dos quadros e outras obras de arte de Joe Berardo no Centro Cultural de Belém (CCB).  A notícia acaba de ser avançada pelo Jornal Económico, dizendo que as diligências estão a ser lideradas pelo agente de execução responsável pelo processo de execução movido pela CGD, Novo Banco e BCP contra Berardo para tentarem recuperar uma dívida superior a 962 milhões de euros. No início da semana, o empresário Berardo disse não ter sido notificado de nenhum dos arrestos noticiados nos últimos dias pelos órgãos de comunicação social.  No dia 5 de julho foi noticiado que os títulos da Associação ColeçãoBerardo (ACB), dados como garantia aos bancos credores de entidades ligadas a José Berardo, foram penhorados por ordem judicial. De acordo com o Jornal Económico desse dia, a ACB considerou que não foram arrestados 100% dos títulos de participação, devido à alteração dos estatutos e ao aumento de capital que aconteceram após os títulos terem sido dados como penhora aos bancos credores. O jornal Público noticiou esta segunda-feira que, decretado o arresto, os bancos depositam nas mãos do Estado a salvaguarda das obras de arte, propriedade da ACB, e que desde 2006 compõem o acervo do Museu Coleção Berardo, instalado no Centro Cultural de Belém. De acordo com a notícia do Público, a solução encontrada para resolver a dívida de quase mil milhões de euros aos três bancos, e garantir a permanência da coleção no CCB, nas mãos do Estado, foi encontrada por negociação entre as instituições financeiras e os ministérios das Finanças, da Cultura, da Economia e da Justiça. No final do Conselho de Ministros do passado dia 16 de maio, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, garantiu que o Governo usaria "as necessárias e adequadas medidas legais" para garantir que a chamada coleçãoBerardo de arte moderna continuasse inteira e acessível ao público.