Olavo Câmara defende aposta na agricultura como contributo para o turismo e para a economia

A Agricultura esteve em debate esta manhã na Assembleia da República, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado, tendo o deputado socialista Olavo Câmara destacado a importância da aposta no setor, como uma...

Olavo Câmara defende aposta na agricultura como contributo para o turismo e para a economia
A Agricultura esteve em debate esta manhã na Assembleia da República, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado, tendo o deputado socialista Olavo Câmara destacado a importância da aposta no setor, como uma forma de afirmação do turismo e da economia. Na sua intervenção, aquando da audição da ministra da tutela, o parlamentar madeirense afirmou que a Região Autónoma da Madeira constitui uma referência turística de Portugal, com uma gastronomia típica bem conhecida, mas não tem uma agricultura capaz de responder à procura do mercado. Isto, porque, constatou, «o último meio século foi de abandono e perda do peso da agricultura na economia madeirense». «Perderam-se agricultores para a construção, para os serviços, para o turismo e para a emigração e não se apostou na qualificação e formação dos jovens nesta área», afirmou, acrescentando que se perderam tradições, culturas, produtos e afirmação da agricultura madeirense.  Na ótica do deputado socialista, as novas exigências e preocupações do setor turístico, como a gastronomia, os produtos regionais, a produção biológica e com preocupações ambientais permitem apostar e recuperar a nossa agricultura. «São estes os grandes desafios aos quais é preciso responder: uma agricultura que permita a afirmação do turismo nas regiões, que responda às novas exigências ambientais, que satisfaça o mercado interno e que atraia jovens e uma nova geração de agricultores», sustentou Olavo Câmara, questionando a ministra sobre que políticas e linhas orientadoras tem o Ministério para esta área. No entender do parlamentar, a resposta a estes desafios passa por uma nova geração de jovens agricultores, mais suscetíveis às mudanças, mais disponíveis para responder à procura e exigência dos mercados, mais inovadores e adeptos de novas tecnologias e que colocam as questões ambientais no centro da sua ação, com uma baixa pegada ecológica, desperdício zero, preferência pelo biológico e com a luta contra as alterações climáticas.