Padre acusado de usar dinheiro de esmolas para comprar carros

O Ministério Público acusou António Teixeira, conhecido como "padre Tó" por ter usado dinheiro de esmolas para comprar carros e vendido arte sacra da paróquia do Santo Condestável para uso próprio. O valor desviado deverá ter ascendido os 500...

Padre acusado de usar dinheiro de esmolas para comprar carros
O Ministério Público acusou António Teixeira, conhecido como "padre Tó" por ter usado dinheiro de esmolas para comprar carros e vendido arte sacra da paróquia do Santo Condestável para uso próprio. O valor desviado deverá ter ascendido os 500 mil euros. A notícia, trazida esta semana pelo jornal Público dava conta que o Ministério Público acusava o sacerdote, de paróquias como Santo Condestável, em Lisboa, e Nossa Senhora dos Remédios, em Carcavelos, de ter usado dinheiro de esmolas para proveitos próprios e para comprar carros. O padre estaria ainda acusado de ter vendido arte sacra das paróquias que tinha a cargo no valor de dezenas de milhares de euros. O sacerdote, que continua a celebrar missa aos domingos na igreja da Madorna, em S. Domingos de Rana, Cascais, mas que não tem atualmente nenhuma paróquia a seu cargo, tem negado as acusações. Já o Patriarcado de Lisboa disse que aguarda a conclusão do processo e afirma estar disponível para colaborar com as autoridades. Durante a  investigação de seis anos o arguido foi proprietário de 19 carros, a maioria de gama média ou usados. Um dos carros comprados pelo “padre Tó”, que recebia 820 euros mensais líquidos, foi um Mercedes classe A de 36 mil euros. O clérigo justifica os gastos e alegados desvios de dinheiro e de arte sacra como ações de gestão necessárias para as igrejas que tem tido a cargo. O Ministério Público entende que os carros foram comprados pelo padre para dissimular a origem do dinheiro. “O arguido sabia que a multiplicidade de movimentos bancários e a emissão de cheques, fazendo girar o dinheiro por diversas contas, dificultava o seguimento do seu trajeto”, diz a acusação, citada pelo Público. António Teixeira ficou formalmente acusado dos crimes de furto qualificado, de abuso de confiança agravado e branqueamento de capitais, o que lhe pode valer 12 anos de prisão.