PCP ainda sem decisão sobre presidenciais sugere que Costa e Marcelo se entendam

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que o seu partido ainda não decidiu de que forma irá participar nas presidenciais e sugeriu que primeiro-ministro e Presidente da República se entendam, se for essa a opção. Em conferência de imprensa sobre as conclusões da reunião de sábado do Comité Central do PCP, Jerónimo de Sousa foi questionado sobre este tema a propósito das declarações que o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, fez na quarta-feira, manifestando a expectativa de trabalhar com o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, num segundo mandato. "Quanto à afirmação de António Costa em relação a Marcelo Rebelo de Sousa, aquilo que podemos dizer é que: entendam-se, se é essa a opção, que a façam", sugeriu o secretário-geral do PCP. Interrogado se está decidido que o PCP vai ter um candidato e se será escolhido antes ou durante o Congresso de novembro, Jerónimo de Sousa declarou: "É uma questão pertinente. Naturalmente que participaremos nessa batalha. Em relação à forma, não está definido, o Comité Central não o definiu". "Da parte do PCP, com toda a sua autonomia e a sua independência, garanto que vamos ter intervenção nas presidenciais", acrescentou. Questionado se está fora de causa o PCP poder vir a apoiar o atual Presidente da República, Jerónimo de Sousa respondeu: "Como disse, entre nós não discutimos a questão das presidenciais no Comité Central. Fá-lo-emos em breve e não queria antecipar juízos de valor em relação a uma decisão que ainda não tomámos". Sobre o diferendo entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças, Mário Centeno, quanto ao Novo Banco, o secretário-geral do PCP considerou que, "mais do que se foi atraso na informação, se foi maior ou menor falta de lealdade, o que os portugueses queriam saber é como é que numa altura destas [são transferidos] 850 milhões de euros que tanta falta fariam para resolver problemas". Jerónimo de Sousa contestou que "se verifique mais uma transferência desta natureza, desta envergadura, com todas as consequências que isso tem, porque dando ali falta doutro lado com certeza". Na quarta-feira, durante uma visita à Volkswagen Autoeuropa, o primeiro-ministro disse esperar regressar àquela fábrica com o atual Presidente da República já num segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, contando, portanto, com a sua recandidatura e reeleição. "Nós vamos ultrapassar esta pandemia e os efeitos económicos e sociais este ano, no ano que vem, nos anos próximos. E eu cá estarei, e cá estaremos todos, porque isto é um espírito de equipa que se formou e que nada vai quebrar. Cá estaremos este ano e nos próximos anos a construir um Portugal melhor", afirmou, em seguida, Marcelo Rebelo de Sousa.

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que o seu partido ainda não decidiu de que forma irá participar nas presidenciais e sugeriu que primeiro-ministro e Presidente da República se entendam, se for essa a opção. Em conferência de imprensa sobre as conclusões da reunião de sábado do Comité Central do PCP, Jerónimo de Sousa foi questionado sobre este tema a propósito das declarações que o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, fez na quarta-feira, manifestando a expectativa de trabalhar com o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, num segundo mandato. "Quanto à afirmação de António Costa em relação a Marcelo Rebelo de Sousa, aquilo que podemos dizer é que: entendam-se, se é essa a opção, que a façam", sugeriu o secretário-geral do PCP. Interrogado se está decidido que o PCP vai ter um candidato e se será escolhido antes ou durante o Congresso de novembro, Jerónimo de Sousa declarou: "É uma questão pertinente. Naturalmente que participaremos nessa batalha. Em relação à forma, não está definido, o Comité Central não o definiu". "Da parte do PCP, com toda a sua autonomia e a sua independência, garanto que vamos ter intervenção nas presidenciais", acrescentou. Questionado se está fora de causa o PCP poder vir a apoiar o atual Presidente da República, Jerónimo de Sousa respondeu: "Como disse, entre nós não discutimos a questão das presidenciais no Comité Central. Fá-lo-emos em breve e não queria antecipar juízos de valor em relação a uma decisão que ainda não tomámos". Sobre o diferendo entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças, Mário Centeno, quanto ao Novo Banco, o secretário-geral do PCP considerou que, "mais do que se foi atraso na informação, se foi maior ou menor falta de lealdade, o que os portugueses queriam saber é como é que numa altura destas [são transferidos] 850 milhões de euros que tanta falta fariam para resolver problemas". Jerónimo de Sousa contestou que "se verifique mais uma transferência desta natureza, desta envergadura, com todas as consequências que isso tem, porque dando ali falta doutro lado com certeza". Na quarta-feira, durante uma visita à Volkswagen Autoeuropa, o primeiro-ministro disse esperar regressar àquela fábrica com o atual Presidente da República já num segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, contando, portanto, com a sua recandidatura e reeleição. "Nós vamos ultrapassar esta pandemia e os efeitos económicos e sociais este ano, no ano que vem, nos anos próximos. E eu cá estarei, e cá estaremos todos, porque isto é um espírito de equipa que se formou e que nada vai quebrar. Cá estaremos este ano e nos próximos anos a construir um Portugal melhor", afirmou, em seguida, Marcelo Rebelo de Sousa.