PCP critica chumbo a proposta para acabar com uso abusivo dos programas para desempregados

O PCP denunciou hoje o facto de o PSD e o CDS terem chumbado, recentemente, no parlamento madeirense, uma proposta do PCP que defendia o fim do uso abusivo dos programas de ocupação de desempregados para suprir necessidades laborais permanentes....

PCP critica chumbo a proposta para acabar com uso abusivo dos programas para desempregados
O PCP denunciou hoje o facto de o PSD e o CDS terem chumbado, recentemente, no parlamento madeirense, uma proposta do PCP que defendia o fim do uso abusivo dos programas de ocupação de desempregados para suprir necessidades laborais permanentes. “Mais uma vez, na Assembleia Legislativa da Madeira, o PSD e o CDS viraram as costas aos trabalhadores desempregados da nossa Região, chumbaram uma proposta do PCP que defendia o fim do uso abusivo dos programas de ocupação de desempregados para suprir necessidades laborais permanentes”, criticou Ricardo Lume, no final da ação, junto ao Instituto de Emprego. “Quem é que na Região não tem um amigo ou um familiar que participa ou já participou nestes programas”, questionou o comunista, deixando ainda outra pergunta: “quantos milhares de madeirenses ao longo dos últimos anos já participaram nos programas de ocupação de desempregados, a quem foi dada a esperança de no fim do contrato poder vê-lo renovado ou mesmo passar a ter um contracto de trabalho, que nunca veio a concretizar-se?”. Nessa ordem de ideias, Ricardo Lume referiu que “os programas de ocupação de desempregados têm servido para colmatar a destruição de postos de trabalhos que foi feita na Administração Pública. Os trabalhadores desempregados que aderem a estes programas asseguram o funcionamento de um conjunto de serviços públicos, mas também de associações privadas sem fins lucrativos, dando resposta a necessidades permanentes”, frisou. “Só na administração pública, ou seja, escolas, Serviço Regional de Saúde, autarquias entre outros serviços, existem mais de 700 trabalhadores desempregados a desempenhar funções que deveriam ser realizadas por trabalhadores com vínculos efetivos. A estes somam-se os que prestam serviço nas instituições privadas sem fins lucrativos, constituindo assim um exército de trabalhadores a baixo custo, com graves prejuízos para os trabalhadores que se encontram nesta situação”, lamentou. Por esses motivos, o comunista deixou uma garantia: “o PCP, seja na Assembleia Regional, seja nas empresas, e na rua, continuará a defender que estes programas não devem servir para substituir a criação de postos de trabalho. Defendemos que a cada posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo laboral efetivo”, insistiu.