PCP diz que Estado tem obrigação de aplicar novo regime de mobilidade este ano

O PCP/Madeira afirmou hoje que o Estado tem a obrigação de aplicar o novo regime do subsídio de mobilidade aérea entre a Madeira e o continente já este ano e de encontrar soluções caso as companhias abandonem as ligações. "O Estado, pelo que...

PCP diz que Estado tem obrigação de aplicar novo regime de mobilidade este ano
O PCP/Madeira afirmou hoje que o Estado tem a obrigação de aplicar o novo regime do subsídio de mobilidade aérea entre a Madeira e o continente já este ano e de encontrar soluções caso as companhias abandonem as ligações. "O Estado, pelo que foi agora aprovado, tem o dever de garantir o direito a uma mobilidade subsidiada, para que os residentes consigam garantir a sua mobilidade no interior do território nacional", disse o coordenador regional do partido, Edgar Silva, vincando que, nesta área, a responsabilidade do Estado é "estratégica e crucial". O dirigente comunista falava após uma reunião da direção do partido, no Funchal. Edgar Silva sublinhou a aprovação, em sede de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), da proposta apresentada pela estrutura regional para alteração do subsídio de mobilidade, em que os residentes e estudantes madeirenses passam a pagar apenas o valor estipulado - 86 e 65 euros, respetivamente -, sem terem de adiantar valores passíveis de reembolso. Uma proposta com o mesmo teor apresentada pelos deputados do PSD/Madeira foi também aprovada na especialidade. Na sequência destas aprovações, a companhia de baixo custo easyJet, responsável, juntamente com a TAP, pelas ligações diárias entre a Madeira e continente, ameaçou interromper as rotas partir de Lisboa e do Porto. "Cabe ao Estado encontrar todas as soluções necessárias para que, saindo a easyJet, a mobilidade não seja posta em causa", afirmou Edgar Silva, vincando que essa é uma obrigatoriedade do Governo da República.