PDR quer ser voz "incómoda" na Assembleia Legislativa

O cabeça de lista do PDR às eleições legislativas da Madeira, Filipe Rebelo, disse hoje que o partido quer ser uma "voz incómoda" e "não de palhaçada" na Assembleia Legislativa do arquipélago. "Queremos ser eleitos para ser uma voz incómoda...

PDR quer ser voz "incómoda" na Assembleia Legislativa
O cabeça de lista do PDR às eleições legislativas da Madeira, Filipe Rebelo, disse hoje que o partido quer ser uma "voz incómoda" e "não de palhaçada" na Assembleia Legislativa do arquipélago. "Queremos ser eleitos para ser uma voz incómoda e não de palhaçadas na Assembleia Legislativa, para incomodar aquilo que está mal. Temos de acabar com as maiorias absolutas, pois só assim a voz das pessoas será ouvida", declarou, numa ação de campanha eleitoral no cais da Ribeira Brava, no oeste da Madeira. O partido aproveitou para criticar o Governo Regional (PSD) por não requalificar e habilitar esta infraestrutura para lazer, pescas e atividades turístico-marítimas. Filipe Rebelo disse ainda que a população devia ter seguido "aquilo que se passou na Assembleia Legislativa, que foi o maior circo dos últimos quatro anos". "Temos de transpirar confiança e lealdade para quem nos elegeu, não é hoje darmos beijos e amanhã não conhecermos", observou. Esta é a primeira vez que o PDR concorre a eleições legislativas regionais na Madeira. Já antes da campanha, Filipe Rebolo, licenciado em Educação Física e Desporto e vice-presidente executivo no Comité Paralímpico de Portugal, disse "estar na altura certa para mudar, para haver uma mudança positiva” na Madeira. O partido critica o "currículo de 40 anos de governação" do PSD no arquipélago da Madeira, considerando que conduziu à "perda da autonomia". As legislativas regionais decorrem em 22 de setembro, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional. PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único. Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta - com que sempre governaram a Madeira - por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.