Pedro Calado diz que num "cenário mais gravoso" desemprego poderá crescer 11,5 %

Pedro Calado disse hoje na ALM que, à semelhança dos exercícios efetuados por instituições nacionais e europeias, também a Região estima que a pandemia e as medidas de contenção necessárias terão o seu pico no 2.º trimestre de 2020 e deverão arrefecer a partir do 2.º semestre do ano. Num cenário mais "gravoso" a taxa de desemprego poderá crescer em 11,5 pontos percentuais, podendo atingir os 18,5% em 2020 (mais de 25.000 pessoas). Baseando-se nas projeções efetuadas e que contemplam vários cenários de retração da economia regional, tendo como variáveis a duração e a intensidade do recuo das principais atividades (Turismo e Atividades Conexas, Construção e atividades relacionadas, e restantes setores de Atividade), o vice-presidente do Governo Regional disse que, num "cenário menos gravoso, e partindo do princípio que a economia deixe de contrair e se registe a retoma quase integral da atividade na segunda metade do ano", estima um decréscimo de 12% no PIB da Região para 2020, quando havia sido projetado um crescimento de 1,9% comparativamente ao ano anterior e um acréscimo da taxa desemprego em 6 pontos percentuais, podendo atingir os 13% em 2020 (mais de 17.000 pessoas). Num cenário mais gravoso, "se a pandemia não recuperar no 2.º semestre levando a períodos mais longos de contenção, a queda do PIB pode ser ainda maior e atingir os 23%", alertou, salientando que a taxa de desemprego poderá crescer em 11,5 pontos percentuais, podendo atingir os 18,5% em 2020 (mais de 25.000 pessoas), vaticinou. Todavia, em qualquer circunstância, Pedro Calado disse que as estimativas relativas à receita fiscal, ficam muito abaixo dos valores considerados no Orçamento Regional para 2020, devendo cair mais de 150 milhões de euros, isto é, cerca de 16% do total de 943 milhões de euros inicialmente considerados.  "Neste momento, a prioridade continua a ser a salvaguarda da saúde pública e a garantia do apoio social aos mais atingidos pela pandemia. Mas é também tempo de pensar de que forma a economia pode retomar a sua trajetória de crescimento sustentável", afirmou o governante, referindo que, "na preparação do nosso futuro e da saída progressiva das medidas de contenção, em consonância com as orientações emanadas a nível europeu e nacional, o Governo Regional está já a trabalhar no planeamento da recuperação, preparando o roteiro para o levantamento progressivo das medidas de contenção e estudando as medidas necessárias à revitalização da economia". Neste sentido, revelou, "vamos aguardar o final do Estado de Emergência para termos dados mais sólidos sobre a situação económica e financeira e podermos começar a construir o nosso programa de recuperação que, seguramente, vai requerer um Orçamento suplementar". "Vamos esperar, também, por dados mais concretos sobre qual será a ajuda do Governo da República, uma vez que ainda não obtivemos qualquer resposta em relação aos pedidos formalizados. Falo concretamente do pedido de suspensão parcial da Lei das Finanças Regionais, para que seja possível recorrermos a financiamento externo e, assim, mais rapidamente, se conseguir ajudar as empresas na manutenção dos postos de trabalho e na retoma da atividade", declarou.    

Pedro Calado  diz que num "cenário mais gravoso" desemprego poderá crescer 11,5 %
Pedro Calado disse hoje na ALM que, à semelhança dos exercícios efetuados por instituições nacionais e europeias, também a Região estima que a pandemia e as medidas de contenção necessárias terão o seu pico no 2.º trimestre de 2020 e deverão arrefecer a partir do 2.º semestre do ano. Num cenário mais "gravoso" a taxa de desemprego poderá crescer em 11,5 pontos percentuais, podendo atingir os 18,5% em 2020 (mais de 25.000 pessoas). Baseando-se nas projeções efetuadas e que contemplam vários cenários de retração da economia regional, tendo como variáveis a duração e a intensidade do recuo das principais atividades (Turismo e Atividades Conexas, Construção e atividades relacionadas, e restantes setores de Atividade), o vice-presidente do Governo Regional disse que, num "cenário menos gravoso, e partindo do princípio que a economia deixe de contrair e se registe a retoma quase integral da atividade na segunda metade do ano", estima um decréscimo de 12% no PIB da Região para 2020, quando havia sido projetado um crescimento de 1,9% comparativamente ao ano anterior e um acréscimo da taxa desemprego em 6 pontos percentuais, podendo atingir os 13% em 2020 (mais de 17.000 pessoas). Num cenário mais gravoso, "se a pandemia não recuperar no 2.º semestre levando a períodos mais longos de contenção, a queda do PIB pode ser ainda maior e atingir os 23%", alertou, salientando que a taxa de desemprego poderá crescer em 11,5 pontos percentuais, podendo atingir os 18,5% em 2020 (mais de 25.000 pessoas), vaticinou. Todavia, em qualquer circunstância, Pedro Calado disse que as estimativas relativas à receita fiscal, ficam muito abaixo dos valores considerados no Orçamento Regional para 2020, devendo cair mais de 150 milhões de euros, isto é, cerca de 16% do total de 943 milhões de euros inicialmente considerados.  "Neste momento, a prioridade continua a ser a salvaguarda da saúde pública e a garantia do apoio social aos mais atingidos pela pandemia. Mas é também tempo de pensar de que forma a economia pode retomar a sua trajetória de crescimento sustentável", afirmou o governante, referindo que, "na preparação do nosso futuro e da saída progressiva das medidas de contenção, em consonância com as orientações emanadas a nível europeu e nacional, o Governo Regional está já a trabalhar no planeamento da recuperação, preparando o roteiro para o levantamento progressivo das medidas de contenção e estudando as medidas necessárias à revitalização da economia". Neste sentido, revelou, "vamos aguardar o final do Estado de Emergência para termos dados mais sólidos sobre a situação económica e financeira e podermos começar a construir o nosso programa de recuperação que, seguramente, vai requerer um Orçamento suplementar". "Vamos esperar, também, por dados mais concretos sobre qual será a ajuda do Governo da República, uma vez que ainda não obtivemos qualquer resposta em relação aos pedidos formalizados. Falo concretamente do pedido de suspensão parcial da Lei das Finanças Regionais, para que seja possível recorrermos a financiamento externo e, assim, mais rapidamente, se conseguir ajudar as empresas na manutenção dos postos de trabalho e na retoma da atividade", declarou.