Pedro Coelho pergunta se Cafôfo merece "confiança" depois de "ter rasgado o seu compromisso" com o Funchal

O presidente dos Autarcas Sociais-Democratas (ARASD), Pedro Coelho, mostrou-se hoje satisfeito com a lista apresentada pelo presidente do PSD/M à Assembleia Legislativa da Madeira. “É uma lista que tem elementos de todos os concelhos até o...

Pedro Coelho pergunta se Cafôfo merece
O presidente dos Autarcas Sociais-Democratas (ARASD), Pedro Coelho, mostrou-se hoje satisfeito com a lista apresentada pelo presidente do PSD/M à Assembleia Legislativa da Madeira. “É uma lista que tem elementos de todos os concelhos até o 20.º lugar, e que representa aquilo que o PSD tem de melhor: um projeto integrado de desenvolvimento para a Região Autónoma da Madeira”, sublinhou o autarca, durante um encontro entre o PSD/M e aquela associação, que decorreu esta quarta-feira, na Casa da Cultura de Câmara de Lobos. Uma representatividade que não se verifica na lista do candidato socialista à presidência do Governo. “Enquanto nós queremos ter uma voz de cada concelho na Assembleia Legislativa da Madeira, outros não tiveram esse cuidado, para com os 11 Municípios da Madeira”. Pedro Coelho que, na ocasião, chamou a atenção para a postura do ex-presidente da CMF, que, depois de ter pedido o voto aos funchalenses, “rasgou o compromisso que tinha, e agora candidata-se à presidência do Governo Regional”. Por isso questiona se “esta pessoa é novamente merecedora da confiança da população da Madeira e do Porto Santo e, em particular, do voto dos funchalenses”. Referindo-se à Miguel Albuquerque, Pedro Coelho evidenciou “o bom trabalho que este desenvolveu na presidência do Governo Regional”, assim como a evolução que hoje é visível na Madeira, “que está bem melhor do que estava há quatro anos atrás, em todos os indicadores sociais, económicos e culturais”, graças a uma governação estável e com rumo. A este propósito e comparando o trabalho levado a cabo por Albuquerque na altura em que esteve à frente dos destinos da cidade do Funchal, o presidente da ARASD questiona qual é a marca que o candidato do PS deixou no Funchal, e de que forma ele irá ficar para a história. “Miguel Albuquerque ficou na história do Funchal, deixou a sua marca, a sua obra. O outro candidato socialista, ao longo de seis anos, não deixou nem marca nem obra”, sublinhou Pedro Coelho. Garantindo que o PSD "tudo fará" para que o povo madeirense decida em consciência, perguntou “se querem apostar na incerteza ou se querem continuar a mudar a Madeira, porque quem tem mudado a Madeira são os madeirenses e os porto-Santenses que têm dado o voto ao PSD.” Por seu turno, José Prada, secretário-geral do PSD-M, recusou soluções governativas como a que está em curso no continente. “Não queremos geringonças na Madeira, eu não quero deixar esta Região nem muito menos o futuro dos meus filhos nas mãos de alguém que só quer o poder para dizer que ganhou e não para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, acusou. Neste encontro, o primeiro de "muitos" que serão realizados com as estruturas do partido, José Prada sublinhou a importância da união e mobilização de todos os militantes rumo à "vitória" de 22 de setembro. Uma vitória que, para o secretário-geral dos social-democratas, só faz sentido “com maioria absoluta”, de modo a garantir a "estabilidade, o desenvolvimento e o progresso conquistado ao longo dos últimos 40 anos, precisamente graças a uma governação séria, com rumo, responsável e, acima de tudo, focada no que é melhor para a população, nos 11 concelhos da Região". Uma governação - continuou - "que foi feita ao lado da população, sempre com base naquilo que eram as suas necessidades e expectativas, num trabalho que é para continuar e intensificar nas próximas semanas e até às eleições, no terreno".  “Não podemos pensar que os outros vão trabalhar por nós, temos todos de ouvir as pessoas, de trabalhar e de lutar, em conjunto e de forma articulada, para transmitirmos a nossa mensagem à população e para mostramos que, connosco, há futuro, há melhor futuro”, reforçou Prada, acrescentando ter a plena convicção de que se o PSD estiver unido e ainda mobilizado, a vitória está garantida. Reconhecendo o trabalho desenvolvido até agora, o secretário-geral do partido pediu mais um esforço e, acima de tudo, união. “O PSD vale e sempre valeu pela sua união, pela sua capacidade de somar as várias partes e esforços e é nisso que temos de estar concentrados, tal como fizemos nas Europeias e ganhámos”, referiu, garantindo que se assim for, a vitória a 22 de setembro, mas, também, a 6 de outubro, "está garantida na Madeira e no Porto Santo".