Pedro Sánchez tenta hoje ser investido como PM espanhol mas apenas terá apoios suficientes na terça-feira

O parlamento espanhol deverá hoje em Madrid rejeitar, numa primeira votação, a recondução como primeiro-ministro do socialista Pedro Sánchez, que apenas seria investido no lugar na terça-feira, quando as regras para ser aprovado forem menos...

Pedro Sánchez tenta hoje ser investido como PM espanhol mas apenas terá apoios suficientes na terça-feira
O parlamento espanhol deverá hoje em Madrid rejeitar, numa primeira votação, a recondução como primeiro-ministro do socialista Pedro Sánchez, que apenas seria investido no lugar na terça-feira, quando as regras para ser aprovado forem menos restritivas. A sessão de investidura como chefe do governo do candidato do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) começou no sábado e termina na terça-feira. Na primeira votação, que irá realizar-se hoje ao fim da manhã, Pedro Sánchez precisava de obter a maioria absoluta dos deputados, pelo menos 176 num total de 350. Na segunda votação, que vai ter lugar na terça-feira, apenas necessita de uma maioria simples de votos a favor. Segundo as contas feitas pela imprensa espanhola, Sánchez tem neste momento garantidos 167 votos a favor e 165 contra. Vão votar “sim” à investidura os deputados do PSOE, do Unidas Podemos (extrema-esquerda) e de vários partidos mais pequenos nacionais e regionais, enquanto do lado do “não” vai estar o bloco de direita - Partido Popular, Vox (extrema-direita) e Cidadãos (direita liberal) – assim como outras formações de dimensão reduzida. Tudo indica que Pedro Sánchez deverá ser investido na terça-feira, depois de ter negociado a abstenção dos 13 deputados dos independentistas catalães da ERC (Esquerda Republicana da Catalunha), aceitando a criação de uma “mesa de diálogo” para resolver “o conflito político sobre o futuro da Catalunha”. Sánchez apresentou no parlamento no sábado, no primeiro dia da sessão de investidura, o programa do Governo de coligação que os socialistas pretendem formar com o Unidas Podemos. O programa prevê o aumento dos salários mais baixos e dos impostos sobre as maiores empresas, assim como reverter a controversa reforma do mercado de trabalho feita em 2012 pelo Governo de Mariano Rajoy, do Partido Popular.