Pelo menos 16 mortos numa prisão das Honduras. É o segundo massacre em 48 horas

Pelo menos 16 presos morreram este domingo num confronto entre gangues rivais numa prisão perto de Tegucigalpa, capital das Honduras, dois dias após um tiroteio numa outra cadeia ter causado 18 vítimas mortais. O porta-voz da Força Interinstitucional...

Pelo menos 16 mortos numa prisão das Honduras. É o segundo massacre em 48 horas
Pelo menos 16 presos morreram este domingo num confronto entre gangues rivais numa prisão perto de Tegucigalpa, capital das Honduras, dois dias após um tiroteio numa outra cadeia ter causado 18 vítimas mortais. O porta-voz da Força Interinstitucional de Segurança, José Coello, disse aos jornalistas locais que morreram 16 presos durante o confronto na prisão do município de El Porvenir, departamento Francisco Morazán. O massacre, o segundo em 48 horas numa prisão no país e cujas causas ainda são desconhecidas, ocorreu apesar de uma comissão intermediária ter assumido o controlo da prisão na quinta-feira, depois de ter sido declarado o estado de emergência nacional no sistema prisional. Um total de 18 prisioneiros tinha já morrido na sexta-feira num tiroteio na prisão de Tela, no departamento caribenho de Atlántida. O presidente do Comité para a Defesa dos Direitos Humanos nas Honduras, Hugo Maldonado, disse aos jornalistas que se sentiam "abalados" diante destes novos homicídios numa prisão. "Chega de tanta morte" no sistema prisional, disse Maldonado, que disse que um confronto entre membros de gangues é a principal hipótese para os múltiplos crimes. Maldonado apelou à comunidade internacional para "ajudar" o Governo hondurenho a formar guardas prisionais, já que "ainda resta a dúvida de que a equipa ainda está a prestar" atividades ilegais nas prisões. Composto por cerca de 30 prisões, o sistema penitenciário abriga cerca de 22 mil presos, quando a sua capacidade máxima é de oito mil, sendo que menos de metade dos prisioneiros foram condenados. Os prisioneiros nas Honduras são considerados uma "bomba-relógio" devido à superlotação das cadeias e a problemas de infraestruturas onde vários prisioneiros se encontram em detenção preventiva.