PNR defende redução de deputados de 47 para 30

A redução do número de deputados no parlamento da Madeira, de 47 para 30, e alcançar cerca de 2.000 votos são objetivos defendidos pelo cabeça de lista do Partido Nacional Renovador nas eleições regionais de 22 de setembro. “Um bom resultado...

PNR defende redução de deputados de 47 para 30
A redução do número de deputados no parlamento da Madeira, de 47 para 30, e alcançar cerca de 2.000 votos são objetivos defendidos pelo cabeça de lista do Partido Nacional Renovador nas eleições regionais de 22 de setembro. “Um bom resultado seria 2.000 votos, porque para nós deixa de fazer sentido concorrer quando as propostas do PNR forem cumpridas”, disse o enfermeiro Álvaro Araújo, que encabeça pela segunda vez as listas do partido neste tipo de ato eleitoral na Madeira. Em entrevista à agência Lusa, o candidato salientou que o partido defende a redução do número de deputados na Assembleia Legislativa da Madeira de 47 para 30, considerando que “o ideal seria ter 20 a 25” elementos, além da diminuição dos montantes atribuídos aos partidos. No entender do PNR, estas medidas poderiam contribuir para fazer “uma poupança” para implementar políticas de apoio à natalidade, tema que elege como uma das bandeiras do partido. Álvaro Araújo também destaca, como proposta “inovadora” do PNR, colocar os deputados eleitos a fazer “um estágio, uma vez por semana, nas instituições públicas, para que estejam mais cientes do que é a realidade dos outros setores e, para quando aprovarem leis, saberem o que estão a aprovar, não se limitando à teoria, mas também à prática”. Falando sobre os objetivos do PNR nas regionais de 22 de setembro, sublinha que “essencialmente é apresentar propostas viáveis, concretas e realizáveis para todos”, argumentando que a principal preocupação do partido não é “eleger deputados, porque isso é uma tarefa que cabe aos cidadãos”. “A eleição é sempre um ponto que depende dos outros e quando é assim não podemos dizer que perdemos ou ganhámos porque estamos sempre a depender dos outros”, aponta, acrescentando que o mais importante é “divulgar as propostas e ideias” do partido para o futuro. O responsável do PNR aponta que “existem algumas propostas do partido que já estão a começar a ser implementadas”, adiantando que em relação às outras o PNR vai “batalhar nesse sentido, nem que seja para os outros partidos aproveitarem e fazê-las chegar à generalidade da população”. Sobre a eventual alteração do cenário político na Madeira, Álvaro Araújo considera “que é bom não haver maiorias, porque uma maioria absoluta é quase passar um cheque em branco a quem vai governar”. No seu entender, essa conjuntura “não é boa para a população porque dá azo ao monopólio, ao interesse de alguma elite que stá ligada ao partido que está a governar”. O fim das maiorias absolutas na região também serviria, na sua opinião, para “eliminar a corrupção” e os “oportunismos”. Questionado sobre a posição do PNR para viabilizar uma solução de governo caso o PSD perca a maioria absoluta, o candidato refere que “se for para desempatar, o partido não se vê nem à esquerda, nem à direita. “Defendemos uma política de sustentabilidade futura e, portanto, a fazer coligação após as eleições seria no sentido de tornar realidade muitas das propostas apresentadas pelo partido, porque estamos conscientes que iriam ser fundamentais para o futuro da região e de todos”, sublinhou. O PNR também vai continuar a defender a “sustentabilidade energética com reforço ao nível da energia renovável". "Para não estarmos sempre dependentes do petróleo e do preço do petróleo, para sermos autossuficientes”, justificou. Nas eleições legislativas regionais de 2015, o PNR obteve 1.052 votos (0,82%), não conseguindo eleger qualquer deputado.