Polícia Marítima deteta 48 migrantes em embarcação ao largo da Grécia

A equipa da Polícia Marítima portuguesa em missão na ilha grega de Samos detetou na sexta-feira um bote com 48 migrantes a bordo, a cerca de sete quilómetros de terra, na zona de Ormos Mourtias, foi hoje divulgado. Segundo um comunicado hoje...

Polícia Marítima deteta 48 migrantes em embarcação ao largo da Grécia
A equipa da Polícia Marítima portuguesa em missão na ilha grega de Samos detetou na sexta-feira um bote com 48 migrantes a bordo, a cerca de sete quilómetros de terra, na zona de Ormos Mourtias, foi hoje divulgado. Segundo um comunicado hoje enviado à agência Lusa, a equipa da Viatura de Vigilância Costeira da Polícia Marítima (PM) detetou a embarcação às 21:08 e informou a equipa da embarcação “VALPAS”, da Letónia, uma vez que o bote se encontrava dentro da sua área de patrulhamento, e esta efetuou o resgate dos migrantes, os quais foram desembarcados na região de Vathy e entregues às autoridades gregas em segurança. A Polícia Marítima encontra-se integrada na operação POSEIDON, sob égide da agência europeia FRONTEX e em apoio à guarda costeira grega, com o objetivo de controlar e vigiar as fronteiras marítimas gregas e externas da União Europeia, no combate ao crime transfronteiriço. Na quarta-feira, o Governo anunciou que estendeu, por mais um ano, até janeiro de 2021, a missão da Polícia Marítima na Grécia, ao serviço da agência europeia de fronteiras. Em declarações à agência Lusa, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, afirmou que a Polícia Marítima, "ao longo destes últimos anos, fez um trabalho extraordinário na Grécia, um trabalho que não tem valor, dado que salvou a vida de centenas de pessoas", e retirou "cerca de sete mil pessoas" do mar. "Esse trabalho tem sido muito reconhecido pelas autoridades gregas e pelos outros países com quem trabalhamos na operação da FRONTEX e foi pedido que ficássemos mais um ano", disse. O Governo, concluiu, fez uma avaliação e daí a "decisão de renovar até 31 de janeiro de 2021 a estadia da Polícia Marítima na Grécia na ilha de Lesbos", onde chegam "muitos e muitos milhares de refugiados, sírios afegãos e de outros países", que querem chegar à Europa.