Pompeo repete apelo para união de esforços contra Maduro

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, pediu hoje à comunidade internacional para se unir nos esforços para que a Venezuela “regresse à democracia”, terminando com “a tirania” do regime de Nicolas Maduro. "O mundo deve continuar...

Pompeo repete apelo para união de esforços contra Maduro
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, pediu hoje à comunidade internacional para se unir nos esforços para que a Venezuela “regresse à democracia”, terminando com “a tirania” do regime de Nicolas Maduro. "O mundo deve continuar a apoiar os esforços do povo venezuelano para voltar à democracia e acabar com a tirania de Maduro, que afeta não apenas os venezuelanos, mas também a Colômbia e toda a região", disse Pompeo ao jornalistas após um encontro com o Presidente colombiano, Iván Duque. O secretário de Estado dos EUA participa hoje na III Conferência Ministerial Hemisférica de Combate ao Terrorismo, onde estará presente o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido como Presidente interino por dezenas de países, incluindo Portugal. A declaração de Mike Pompeo acontece horas depois de o Presidente eleito da Venezuela, Nicolas Maduro, se ter declarado disponível para negociar com os EUA. Numa entrevista ao jornal The Washington Post, Nicolas Maduro disse que é um “sobrevivente” da oposição sistemática dos EUA, voltando a criticar a forma como o Governo norte-americano tem agido, mas disse acreditar nos méritos do diálogo, para superar diferenças. “Uma relação de respeito e de diálogo trará uma situação em que todos ganham”, disse Maduro, salientando que os EUA não compreendem a base democrática do seu regime. Horas depois, Pompeo disse que os “cidadãos rejeitam o autoritarismo e adotam a liberdade, o que é bom para todos os que queremos ter um hemisfério de liberdade". "Os Estados Unidos agradecem à Colômbia por cuidar de 1,6 milhão de refugiados. É algo notável e contrasta com a dor que Maduro infligiu ao povo venezuelano", acrescentou o secretário de Estado, lembrando que, em setembro passado, 12 países das Américas apoiaram a ativação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, perante a situação na Venezuela. "Unimo-nos para compartilhar informações e para aplicar sanções aos membros do regime e às suas famílias. Os Estados Unidos e a Colômbia continuarão a trabalhar com esses países bilateralmente para tentar restaurar a democracia", concluiu Pompeo. O Presidente colombiano concordou que é necessário "mobilizar mais recursos da comunidade internacional" para enfrentar a crise migratória, já que "mais de seis milhões de pessoas deixaram a Venezuela nos últimos anos". "Atualmente, é nosso interesse fazer com que outros países se unam à nossa causa", disse Duque sobre o pedido para enfrentr o que chamou de "pior crise humanitária e migratória da América Latina na sua história recente". A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciaram, em novembro, que são necessários mais de mil milhões de euros para atender às necessidades humanitárias de refugiados e migrantes venezuelanos. O Presidente da Colômbia voltou a fazer um "apelo urgente" para que em breve se realizem "eleições livres e credíveis na Venezuela", essenciais para um "plano de recuperação económica".