Problema dos EUA deixou de ser o terrorismo e é agora a China - Josep Borrell

O alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, considerou hoje que o principal problema dos Estados Unidos deixou de ser o terrorismo islamista e a “guerra contra o terror” e é agora a China. “Até agora, os Estados Unidos faziam frente ao terrorismo islamista, que foi marcado evidentemente pelo 11 de setembro [de 2001]. Há 20 anos que estão a “lutar contra o terror” e agora mudaram radicalmente e o problema maior passou a ser a China”, disse Borrell, durante o seu discurso na Conferência Mundial de Política, realizada este ano no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Borrell assegurou que a “guerra ao terror acabou” e, portanto, o “cenário mudou”, existindo agora “uma dinâmica” por parte de Washington para “cercar a China e criar uma nova aliança que não está no Atlântico, mas no Pacífico”. Por isso, esta nova aliança estratégica “é com os países do Pacífico”, ou seja, aqueles “aliados que fazem frente à China do ponto de vista geográfico e económico”, da mesma forma que a “aliança para enfrentar a Rússia foi feita com países que enfrentavam a Rússia, ou seja, nós”, os europeus. O chefe da diplomacia europeia acrescentou que esta situação “leva-nos a uma segunda Guerra Fria, a uma bipolaridade que terá lugar num marco multipolar”. “Não acredito que isto seja do interesse dos europeus”, antecipou Borrell, lamentando que a Europa tenha sofrido nos últimos tempos uma “contração estratégica”. Se “a Europa é um polo dentro desta multipolaridade, temos de lutar contra esta força que nos empurra para recuarmos para as nossas imediações”, prosseguiu. Portanto, sublinhou o alto representante da UE, “devemos ter uma estratégia no Pacífico” e “estar presentes em todo o mundo”, mas para isso “é preciso ter vontade”.

Problema dos EUA deixou de ser o terrorismo e é agora a China - Josep Borrell
O alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, considerou hoje que o principal problema dos Estados Unidos deixou de ser o terrorismo islamista e a “guerra contra o terror” e é agora a China. “Até agora, os Estados Unidos faziam frente ao terrorismo islamista, que foi marcado evidentemente pelo 11 de setembro [de 2001]. Há 20 anos que estão a “lutar contra o terror” e agora mudaram radicalmente e o problema maior passou a ser a China”, disse Borrell, durante o seu discurso na Conferência Mundial de Política, realizada este ano no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Borrell assegurou que a “guerra ao terror acabou” e, portanto, o “cenário mudou”, existindo agora “uma dinâmica” por parte de Washington para “cercar a China e criar uma nova aliança que não está no Atlântico, mas no Pacífico”. Por isso, esta nova aliança estratégica “é com os países do Pacífico”, ou seja, aqueles “aliados que fazem frente à China do ponto de vista geográfico e económico”, da mesma forma que a “aliança para enfrentar a Rússia foi feita com países que enfrentavam a Rússia, ou seja, nós”, os europeus. O chefe da diplomacia europeia acrescentou que esta situação “leva-nos a uma segunda Guerra Fria, a uma bipolaridade que terá lugar num marco multipolar”. “Não acredito que isto seja do interesse dos europeus”, antecipou Borrell, lamentando que a Europa tenha sofrido nos últimos tempos uma “contração estratégica”. Se “a Europa é um polo dentro desta multipolaridade, temos de lutar contra esta força que nos empurra para recuarmos para as nossas imediações”, prosseguiu. Portanto, sublinhou o alto representante da UE, “devemos ter uma estratégia no Pacífico” e “estar presentes em todo o mundo”, mas para isso “é preciso ter vontade”.