PS promete governação “progressista e humanista”

O candidato do PS-Madeira à liderança do Governo Regional apresentou, esta tarde, na Ponta do Sol, o programa eleitoral, para “uma governação que se quer progressista e humanista, para termos uma Madeira aberta, inclusiva e sustentável”. Paulo...

PS promete governação “progressista e humanista”
O candidato do PS-Madeira à liderança do Governo Regional apresentou, esta tarde, na Ponta do Sol, o programa eleitoral, para “uma governação que se quer progressista e humanista, para termos uma Madeira aberta, inclusiva e sustentável”. Paulo Cafôfo lembrou que esse programa tem na sua base “a ideologia do PS, com muita honra e muito orgulho, um património construído por tanta gente, desde o 25 de Abril, na verdade, antes do 25 de Abril e são esses valores que nós temos”, assegurou. Recordando que têm quatro eixos que estão bem definidos neste programa - ‘Emprego e Oportunidades’, ‘Qualidade de Vida’, ‘Mudança e Inovação’ e ‘Saúde e Solidariedade’ – o cabeça de lista resumiu as principais prioridades. “Emprego e oportunidades. Aqui falamos de economia, de educação, de coesão territorial, porque uma região que crie oportunidades, é aquela que dá a capacidade a cada um de poder autogovernar-se. E isso a partir de uma questão tão complexa para a vida de alguém como é o emprego. Sem emprego ninguém pode ter a sua autonomia e a dignidade que merece para viver”, frisou. “É por isso que nós preconizamos incentivar setores inovadores, como as tecnologias, economia do mar, mas também investir em setores tradicionais como a agricultura, a floresta e o turismo”, disse ainda. “Depois temos a ‘Saúde e Solidariedade’. O investimento no Sistema Regional de Saúde não pode falhar e tem falhado, infelizmente”. “Sabemos que há uma média de três anos para a lista de espera das cirurgias, que tem estado constantemente a aumentar”, criticou. Já na questão das oportunidades, destacou a importância da educação. “Quanto mais qualificações as pessoas tiverem, mais oportunidades terão e melhores salários. É através da educação que a pessoa pode formar-se e pode aspirar a ter uma vida mais digna e melhor do que a dos seus pais”. “Dentro das oportunidades, também temos que olhar para o território, porque temos um território que tem diferenças, temos o Porto Santo, que tem enormes dificuldades, tem uma dupla insularidade e temos também a costa norte, com a desertificação e o entorpecimento”. O candidato voltou seguidamente à ‘Saúde e Solidariedade’, abordando “a questão da criação de oportunidades. Nós não queremos uma política assistencialista, não queremos que as pessoas necessitem de pedir esmola. Queremos que as pessoas tenham a capacidade de poder autogovernar-se”, sublinhou. Na ‘Qualidade de Vida’, relevou a importância de “olhar o ambiente como a nossa garantia de futuro”, “porque as alterações climáticas estão a acontecer, são uma realidade e as ilhas são muito vulneráveis”. “E depois a questão da cultura e da ciência, que são fundamentais”, referiu. “O acesso e a democratização da cultura são um fator de criação de emprego, a cultura não pode ser vista só como algo para entreter, a cultura é formação do próprio indivíduo, mas é também um valor económico que nós não podemos desvalorizar”, defendeu. Paulo Cafôfo fez uma especial referência à causa animal e manifestou orgulho no trabalho que a Câmara Municipal do Funchal tem feito nesta matéria, desde 2013. “Mas temos ainda muito que fazer, no que diz respeito à causa animal”, alertou. O candidato terminou o seu discurso de cerca de 20 minutos com a defesa da Administração Pública regional e ‘descansando’ estes trabalhadores. “Connosco, não vai haver perseguição aos funcionários públicos, pelo contrário, eu diria que estes vão ser ‘apaparicados’, porque as pessoas precisam de ser valorizadas para poderem dar o seu contributo para o desenvolvimento da Madeira”, rematou.