PSD denuncia “falta de capacidade” da CMF em resolver as perdas de água no Município

"Não basta anunciar grandes investimentos, que não passam de intenções, quando não temos vontade nem capacidade para resolver os problemas e para corresponder, por essa via, às necessidades diárias da cidade do Funchal e de cada um dos nossos...

PSD denuncia “falta de capacidade” da CMF em resolver as perdas de água no Município
"Não basta anunciar grandes investimentos, que não passam de intenções, quando não temos vontade nem capacidade para resolver os problemas e para corresponder, por essa via, às necessidades diárias da cidade do Funchal e de cada um dos nossos Munícipes". A afirmação é da vereadora do PSD Paula Menezes que, hoje, naquela que foi a primeira reunião do Município em 2020, trouxe à discussão aquilo que considera ser "apenas mais um dos muitos exemplos que deixam evidente a falta de capacidade e de intervenção desta autarquia, no concelho, neste caso relacionados com as perdas de água". "Trouxemos a esta reunião inúmeros casos de perdas de água na rede, porque, na realidade, continuamos a verificar uma total inoperância, por parte da Câmara Municipal do Funchal, em resolvê-los, pese embora os nossos alertas", sublinhou, na ocasião, a vereadora Social-democrata, frisando que "não são aceitáveis os elevados níveis de perda de água nas redes, um bem que é limitado, quando se sabe que a água que é abastecida à cidade do Funchal seria suficiente para abastecer a ilha inteira". Reconhecendo que a Câmara Municipal do Funchal tem vindo a anunciar o investimento e candidaturas a projetos nesta área, na perspetiva do longo prazo, Paula Menezes salienta, todavia, que esta é uma intervenção necessária mas que não resolve, só por si, os restantes problemas diários, relativamente aos quais é fundamental que se assegure uma resposta célere e eficaz, "resposta essa que não tem existido". A este propósito lembra, aliás, que o PSD já apresentou propostas e já defendeu, por diversas vezes, junto do Executivo, o reforço das equipas de piquete e de reparação, assim como dos meios associados a estas intervenções, por forma a garantir a solução atempada das mesmas, numa perspetiva complementar entre as respostas que têm de ser dadas diariamente e aquelas que, pela sua natureza e complexidade, levam mais tempo a preparar. "No nosso entender, há e tem de haver, nesta matéria, dois tipos de intervenção: uma a longo prazo, relacionada com investimentos que precisam de ser feitos – até porque a autarquia, nos últimos anos, pouco ou nada tem investido na rede – e, outra, a curto prazo, no imediato, que vise a resolução rápida e eficaz do que acontece no dia-a-dia", defendeu a vereadora do PSD, sublinhando que esta falta de capacidade em responder às necessidades do quotidiano das populações que vivem no concelho do Funchal é, infelizmente, transversal a todas as áreas.