PSD vai votar contra o Orçamento do Estado para 2020

O presidente e líder parlamentar do PSD, Rui Rio, anunciou hoje que o partido votará contra a proposta de Orçamento do Estado para 2020 na generalidade. "Naturalmente, a minha proposta é que PSD vote na generalidade contra o Orçamento do Estado",...

PSD vai votar contra o Orçamento do Estado para 2020
O presidente e líder parlamentar do PSD, Rui Rio, anunciou hoje que o partido votará contra a proposta de Orçamento do Estado para 2020 na generalidade. "Naturalmente, a minha proposta é que PSD vote na generalidade contra o Orçamento do Estado", anunciou Rui Rio, no encerramento das jornadas parlamentares de um dia que o PSD realizou na Assembleia da República. A proposta de Orçamento do Estado para 2020 será votada na generalidade na sexta-feira - não tendo ainda viabilização garantida -, na véspera das eleições diretas para a liderança do PSD, que Rio disputa com o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o atual vice-presidente da Câmara de Cascais Miguel Pinto Luz. Além do anúncio do voto contra, o líder do PSD fez violentas críticas ao ministro das Finanças, Mário Centeno, a quem acusou de “inverdades” e sobre quem deixou uma previsão. “Os quatro orçamentos antes deste foram elaborados para agradar à esquerda e executados para agradar a Bruxelas. Este orçamento é apresentado para agradar à esquerda e será executado para agradar a Bruxelas se o dr. Mário Centeno cá ficar o tempo todo, que eu acho que não vai ficar o ano todo. A perceção que eu tenho é que vai ser executado por um protagonista diferente do que tivemos nos últimos quatro anos”, afirmou. Num discurso de cerca de 40 minutos, Rio justificou o voto contra analisando a proposta orçamental do Governo à luz de sete objetivos do PSD: redução da carga fiscal, redução do peso da despesa pública, combate ao endividamento externo, evolução do défice, evolução quantitativa e qualitativa do investimento público, propostas de reforma da administração pública e uma avaliação de se o Orçamento “é real ou uma peça fictícia”. De todos estes pontos, o líder do PSD apenas considera positivo que o documento caminhe para não ter défice, mas ainda assim refere que “a maioria do mérito” não pode ser atribuído ao Governo, mas aos juros baixos e aos dividendos do Banco de Portugal “É evidente que todo sabemos que a probabilidade de uma proposta do Orçamento do Estado passar com um voto de abstenção ou favorável do PSD era muito baixa. Mas o voto contra tem de ser naturalmente explicado, nós temos de saber explicar aos portugueses porque é que votamos contra”, afirmou, justificando o tempo de análise do documento entregue no parlamento em 15 de dezembro. Para Rio, o voto contra do PSD está sustentado quer no seu historial, quer no programa eleitoral com que se apresentou aos portugueses. Além das sete áreas de análise, Rio quis ainda acrescentar um “ponto prévio”. “Este Orçamento do Estado que estratégia tem, onde quer chegar? Pretende-se daqui a três ou quatro anos estar onde?”, questionou. Rio deu em seguida a resposta: “Aquilo que é absolutamente claro é que isso não existe. Esta proposta de orçamento não tem um rumo estratégico, não sabemos o que se pretende. Não tem uma estratégia, tem uma tática: anuncia um conjunto de medidas simpáticas que se prende fundamentalmente com a redistribuição de rendimentos”, criticou.