PTP avisa que grupos económicos controlam principais partidos

A cabeça de lista do PTP às eleições legislativas da Madeira, Raquel Coelho, avisou hoje que os grupos económicos controlam os principais partidos da região, queixando-se de discriminação por parte de alguns órgãos de comunicação social. "É...

PTP avisa que grupos económicos controlam principais partidos
A cabeça de lista do PTP às eleições legislativas da Madeira, Raquel Coelho, avisou hoje que os grupos económicos controlam os principais partidos da região, queixando-se de discriminação por parte de alguns órgãos de comunicação social. "É preciso que os madeirenses abram os olhos, que não se deixem enganar por esta propaganda enganosa dos órgãos de comunicação social, completamente controlados por grupos económicos. [Estes grupos] controlam também os três principais partidos da região, que praticamente querem levar estes grupos económicos ao colo", alertou a candidata do Partido Trabalhista Português. Durante uma ação de campanha junto ao Hospital Central do Funchal, a candidata afirmou que os interesses empresariais "sugam os recursos dos madeirenses e dos porto-santenses", e "já controlam a comunicação social", sobretudo a impressa e também a televisão. "O PTP está a fazer uma iniciativa política para denunciar aquilo que tem sido a discriminação dos órgãos de comunicação social”, queixou-se. Raquel Coelho deu como exemplo o facto de o PTP ter sido hoje excluído de um debate televisivo com os partidos com representação parlamentar, apesar de ter assento na Assembleia Legislativa da Madeira desde 2011. "[Este comportamento] alarga-se a todos os órgãos de comunicação social, sobretudo os impressos, que nos excluem das notícias, das fotografias e, inclusive, das sondagens. Tentam censurar aquela que é a nossa força junto do eleitorado madeirense, tentam esconder o nosso trabalho, as nossas denúncias, as nossas propostas que apresentamos na Assembleia Legislativa", realçou. Para a cabeça de lista do PTP, a influência dos grupos económicos tem diversas consequências, incluindo no setor da Saúde, no qual existem "60 mil atos médicos em lista de espera" ou pessoas "largadas e abandonadas" em hospitais. Isto porque, explicou Raquel Coelho, "o dinheiro é derramado não no essencial, não naquilo que é prioritário como é o caso da saúde, mas no assistencialismo, nas festas e naquele que é o objetivo número um destes três principais partidos [PSD, CDS e PS] que a região tem, que é a manutenção e o alcance do poder".