PTP diz que governantes vendem “banha da cobra” quando falam em regime fiscal próprio

A candidatura do PTP às eleições legislativas da Madeira acusou hoje os governantes da região de "vender banha da cobra", quando falam da necessidade de criar um regime fiscal próprio, sublinhando que nem sequer são capazes reduzir os impostos....

PTP diz que governantes vendem “banha da cobra” quando falam em regime fiscal próprio
A candidatura do PTP às eleições legislativas da Madeira acusou hoje os governantes da região de "vender banha da cobra", quando falam da necessidade de criar um regime fiscal próprio, sublinhando que nem sequer são capazes reduzir os impostos. "Se nem sequer temos condições económicas e financeiras ao nível do orçamento regional para baixar os impostos em 30%, o que fará ter um regime fiscal próprio, que seria insustentável para as nossas contas públicas", advertiu a cabeça de lista, Raquel Coelho, durante uma ação de campanha no centro do Funchal. A candidata do PTP alertou para o facto de o Estatuto Político Administrativo da Madeira permitir uma redução fiscal de 30% face ao continente, o que, no entanto, não acontece. "Vemos os nossos governantes a vender banha da cobra à população, a falar sobre a necessidade de baixarmos a carga fiscal, mas têm nas suas mãos, têm ao seu dispor o Estatuto Político Administrativo que nos permite baixar os impostos em 30%", disse, lamentando que essa possibilidade não seja executada. Raquel Coelho realçou que, antes de se falar em regime fiscal próprio para a Madeira, seria conveniente começar pelos "primeiros passos", conforme a lei permite. "Deixem-se de ideias estapafúrdias, deixem-se de ideias mirabolantes para esconder a falta de soluções para os problemas da nossa população e peguem nas medidas que estão ao nosso alcance, que é reduzir os nossos impostos em 30%", declarou. A cabeça de lista do Partido Trabalhista Português disse, por outro lado, que as sucessivas maiorias absolutas que o PSD obteve no arquipélago nos últimos quarenta anos resultaram no "descalabro das contas públicas", gerando uma dívida de 6.000 milhões de euros e outra oculta de 1.100 milhões. "Vamos começar pelo que podemos: dar condições às empresas e às famílias de viverem melhor na Região Autónoma da Madeira", disse Raquel Coelho, realçando a necessidade de promover uma "discriminação positiva" ao nível dos custos de exploração, nomeadamente no preço da eletricidade, gás, água e combustíveis. O PTP tem um deputado no parlamento regional.