Raimundo Quintal 'arrasa' Quinta Magnólia

Raimundo Quintal criticou severamente o estado de conservação da Quinta Magnólia. Numa nota escrita há momentos, o conhecido ambientalista dá nota muito negativa ao que encontrou, hoje, dia em que visitou "pela primeira vez a Quinta Magnólia...

Raimundo Quintal 'arrasa' Quinta Magnólia
Raimundo Quintal criticou severamente o estado de conservação da Quinta Magnólia. Numa nota escrita há momentos, o conhecido ambientalista dá nota muito negativa ao que encontrou, hoje, dia em que visitou "pela primeira vez a Quinta Magnólia após a sua solene reabertura a 31 de Julho, na sequência dum longo e caro processo de requalificação paisagística e ambiental." E prosseguiu:  "Percorri demoradamente todo o espaço e prestei uma especial atenção ao património botânico. Para além de muitas espécies ainda não estarem identificadas, verifiquei, com preocupação, o mau estado sanitário e a triste imagem de imensas plantas. No sector a norte da casa mãe, que está com belíssimo aspecto, localiza-se um monumental Enterolóbio ( Enterolobium cyclocarpum), vítima de podas incompetentes ao longo dos tempos e que tem um enorme ramo prestes a colapsar. Quando por lá andei a fotografar os frutos, brincavam crianças por baixo do perigo iminente. Aconselhei os pais a sair dali. Os muretes dos canteiros a sul desta árvore mantêm-se degradados. A recuperação não passou por ali, nem por muitos outros canteiros. Talvez porque os campos de ténis e padel consumiram muito dinheiro, para a requalificação paisagística e ambiental sobrou pouco. O roseiral é pequeníssimo, está mal cuidado e a planta que mais dá nas vistas nem é uma roseira. É um Girassol do México (Tithonia diversifolia). E o circuito de manutenção? Que vergonha! O piso continua sem condições, muitas das árvores envolventes continuam cobertas de corriolas secas, não houve tempo para limpar o lixo na margem e no leito do Ribeiro Seco, por baixo da ponte predomina o agradável aroma do esgoto e na extremidade mais baixa continua o entulho em frente à porta teimosamente fechada para impedir o acesso ao litoral. Para completar a miserável imagem do circuito de manutenção, as tabaibeiras estão definhando com uma praga de cochonilha e os aloés ou foguetes de Natal (Aloe arborescens), que bordejam o trilho, estão a secar e não florescem devido ao violento ataque de tripes (Hercinothrips dimidiatus) que chegou recentemente à Madeira. Ao fim de três horas de observação atenta do património florístico, saí com muitas notas negativas no caderno de campo e um aperto no coração. Senhor Presidente do Governo Regional, a Quinta Magnólia merece muito mais e melhor!"