Ricardo Pereira: "julgar colegas que são vizinhos de escritório, de casa e às vezes até primos é difícil”

Ricardo Pereira iniciou hoje o segundo mandato como presidente do Conselho Deontológico da Madeira, abordando as dificuldades que enfrenta no exercício das funções. Sem revelar quantos processos chegam ao conselho deontológico, mas garantindo...

Ricardo Pereira:
Ricardo Pereira iniciou hoje o segundo mandato como presidente do Conselho Deontológico da Madeira, abordando as dificuldades que enfrenta no exercício das funções. Sem revelar quantos processos chegam ao conselho deontológico, mas garantindo que são “muitos” e que a equipa anterior deu o “seu melhor para reduzir as pendências”, Ricardo Pereira afirmou que dizer ‘não' é importante, mas admitiu também ser “muito difícil”. “Estar a julgar colegas que são vizinhos de escritório, vizinhos de casa, às vezes até primos, ainda se torna mais difícil”, complementou, acrescentando que os processos disciplinares suscitam “grande ansiedade quer do participante, quer do advogado”, o que culmina, por vezes, em queixas de morosidade. “A Justiça para ser boa não pode ser rápida”, mas “alguns procedimentos poderiam ser simplificados”, constatou. Embora reconhecendo que tem custos financeiros, mostrou-se favorável à adoção de programas como os utilizados pelos notários e tribunais para fazer as notificações e até para inserir os pareceres e decisões do conselho deontológico. As declarações de Ricardo Pereira foram produzidas hoje, durante a tomada de posse dos órgãos regionais da Ordem dos Advogados, no Palácio da Justiça, no Funchal. Saiba o que disse mais o presidente do Conselho Deontológico da Madeira da Ordem dos Advogados na edição impressa de amanhã do JM.