Salários em atraso no ensino particular na Madeira “sanados” até final do ano, diz secretário regional

Os salários em atraso em instituições de ensino particulares na Madeira deverão ficar "sanados" até ao final do ano letivo, disse hoje o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, vincado que os constrangimentos resultam de atrasos nos...

Salários em atraso no ensino particular na Madeira “sanados” até final do ano, diz secretário regional
Os salários em atraso em instituições de ensino particulares na Madeira deverão ficar "sanados" até ao final do ano letivo, disse hoje o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, vincado que os constrangimentos resultam de atrasos nos fundos comunitários. "Temos uma ou duas instituições onde, por vezes, acontecem algumas dificuldades no cumprimento das suas responsabilidades", reconheceu o governante em audição parlamentar na Comissão de Educação, Desporto e Cultura, esclarecendo, no entanto, que os salários em atraso não resultam de incumprimentos por parte do executivo. O governante não especificou o montante em causa nem o número de docentes e outros funcionários afetados. A Secretaria Regional da Educação canaliza cerca de 30 milhões de euros por ano para instituições particulares de ensino, verba destinada em grande parte à ação social, que contempla de igual modo os alunos do setor público e privado. Jorge Carvalho explicou que as dificuldades registadas em algumas escolas particulares, sobretudo no pagamento de salários, resultam de atrasos na transferência de verbas do último quatro comunitário de apoio (2014-2020), que, para os cursos profissionais, só foram desbloqueadas há dois anos. Devido a esta "ineficiência", o executivo, agora de coligação PSD/CDS-PP, criou uma linha de crédito destinada a apoiar instituições. "As dificuldades resultam desta circunstância e não do financiamento por parte do Governo Regional", afirmou, assegurando, contudo, que estão em grande parte "ultrapassadas" e provavelmente no final ano letivo estarão "sanadas". Jorge Carvalho fez estas declarações no âmbito de uma audição sobre a situação do ensino privado na região autónoma, requerida pelo PS, o maior partido da oposição no arquipélago.