Se estiver viva, Sofia completa hoje 18 anos. Toda a história no JM

Luis Encarnação, o pescador madeirense que subtraiu a filha, mantém o mistério, como dá conta a reportagem que está hoje em destaque na edição impressa do JM. Sofia faria hoje 18 anos mas só Encarnação sabe se está viva. Em declarações ao Jornal,...

Se estiver viva, Sofia completa hoje 18 anos. Toda a história no JM
Luis Encarnação, o pescador madeirense que subtraiu a filha, mantém o mistério, como dá conta a reportagem que está hoje em destaque na edição impressa do JM. Sofia faria hoje 18 anos mas só Encarnação sabe se está viva. Em declarações ao Jornal, esta semana, o pescador insiste no caso misterioso que dura há 16 anos. “Se eu digo que está viva, está viva mesmo!”, garante. Só ele sabe se hoje é dia de festa. “Não sei se quero continuar a alimentar este assunto. Vocês [jornalistas] querem é histórias. Querem saber da minha filha? Mas eu não quero saber dos vossos filhos. Qual o interesse?”, afirma Luís Encarnação com um ar quase natural. Como se fosse natural esconder uma vida durante 16 anos. Como se fosse comparável o mistério da filha desaparecida há 16 anos com a vida ‘banal’ dos filhos das famílias ‘banais’. Não é. Mas Luís não entende essa diferença. “Se eu digo que está viva, está viva mesmo!”, afirmou, ainda esta semana, ao JM, numas breves declarações na vila de Câmara de Lobos. E recorda o que disse à Polícia no dia em que se apresentou na esquadra. “Eu disse que a levei. Por isso, se a levei, ela não desapareceu. Eu sei onde ela está. O que os outros pensam e querem saber, o problema já não é meu”, conta ao JM.  Recorde-se que a 14 de julho de 2005, o Tribunal de Vara Mista do Funchal condenou o pescador a nove anos de prisão efetiva pela prática dos crimes de sequestro, subtração de menores e coação na forma tentada. A juíza presidente do coletivo, Celina Nóbrega, criticou o facto de o pescador persistir de forma obstinada na recusa em revelar o destino que deu à filha. O advogado de Encarnação recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça, a 1 de fevereiro de 2006, e conseguiu que a pena baixasse para seis anos e cinco meses de prisão. Caiu o crime de subtração e ficaram apenas os de sequestro e coação. Luís Encarnação saiu do Estabelecimento Prisional do Funchal em julho de 2009. Leia a reportagem sobre o caso que a Madeira não esquece, entre as páginas 4 e 6 da edição impressa do JM.