Setor das Pescas quer suspensão da atividade durante o mês de abril

Os principais operadores do sector das pescas da Região - armadores, pescadores e empresários da indústria e comercialização - propuseram, por unanimidade, ao secretário regional de Mar e Pescas a suspensão da atividade durante o mês de abril. A sugestão surgiu no decorrer de uma reunião de trabalho, via Skype, na tarde desta segunda-feira, entre Teófilo Cunha e os principais operadores de pesca regional, com o objetivo de recolher dos próprios informações que ajudem o Governo Regional à tomada de decisões em face das profundas restrições impostas pelas medidas de combate à pandemia da Covid-19. Armadores, pescadores, empresários da indústria e da comercialização afirmam-se preocupados com o avanço da crise pandémica, dizem que “é melhor parar agora do que mais para a frente”, até porque o consumo de peixe fresco “já quase não existe”, logo, “se não há consumo, não há escoamento”. Na reunião, via Skype, participaram o director regional de Pescas, Rui Fernandes, o diretor de serviços de lotas e entrepostos, Pedro Delgado, os empresários José Ornelas, grupo Ilha Peixe, João Nascimento, Grupo Vidinha, Tiago Abreu (J Nelson Abreu) e o presidente da Coopesca Madeira, Jacinto Silva, que representa armadores e pescadores. O pedido para que todos fiquem em terra será agora avaliado pelo Governo Regional considerando as sugestões unânimes por todos transmitidas ao secretário de Mar e Pescas. Há questões que precisam de ser acauteladas, nomeadamente apoios directos aos pescadores que por força da paragem ficarão sem rendimentos, mas também compensações aos armadores. Todos os participantes reconhecem, por outro lado, a dificuldade para aplicar os “planos de contingência” nos barcos, em virtude das características das embarcações. “Não é possível cumprir com a regras, se um pescador é infetado, vai infetar todos. É melhor parar já!”, alertou José Ornelas, da Ilha Peixe, que recebeu a concordância do presidente da Coopesca: “Não se pode exigir a um pescador que depois de vários dias no mar quando chega a terra tem de ficar no barco de quarentena obrigatória, isso é impossível”, sublinhou Jacinto Silva. A suspensão é para todo o mês de abril, tendo os armadores e empresários sugerido uma avaliação aos primeiros 15 dias de paragem e que, antes do recomeço, “este tempo seja aproveitado para rever o modelo de pesca regional, definir um quadro de regras e condições”.

Setor das Pescas quer suspensão da atividade durante o mês de abril
Os principais operadores do sector das pescas da Região - armadores, pescadores e empresários da indústria e comercialização - propuseram, por unanimidade, ao secretário regional de Mar e Pescas a suspensão da atividade durante o mês de abril. A sugestão surgiu no decorrer de uma reunião de trabalho, via Skype, na tarde desta segunda-feira, entre Teófilo Cunha e os principais operadores de pesca regional, com o objetivo de recolher dos próprios informações que ajudem o Governo Regional à tomada de decisões em face das profundas restrições impostas pelas medidas de combate à pandemia da Covid-19. Armadores, pescadores, empresários da indústria e da comercialização afirmam-se preocupados com o avanço da crise pandémica, dizem que “é melhor parar agora do que mais para a frente”, até porque o consumo de peixe fresco “já quase não existe”, logo, “se não há consumo, não há escoamento”. Na reunião, via Skype, participaram o director regional de Pescas, Rui Fernandes, o diretor de serviços de lotas e entrepostos, Pedro Delgado, os empresários José Ornelas, grupo Ilha Peixe, João Nascimento, Grupo Vidinha, Tiago Abreu (J Nelson Abreu) e o presidente da Coopesca Madeira, Jacinto Silva, que representa armadores e pescadores. O pedido para que todos fiquem em terra será agora avaliado pelo Governo Regional considerando as sugestões unânimes por todos transmitidas ao secretário de Mar e Pescas. Há questões que precisam de ser acauteladas, nomeadamente apoios directos aos pescadores que por força da paragem ficarão sem rendimentos, mas também compensações aos armadores. Todos os participantes reconhecem, por outro lado, a dificuldade para aplicar os “planos de contingência” nos barcos, em virtude das características das embarcações. “Não é possível cumprir com a regras, se um pescador é infetado, vai infetar todos. É melhor parar já!”, alertou José Ornelas, da Ilha Peixe, que recebeu a concordância do presidente da Coopesca: “Não se pode exigir a um pescador que depois de vários dias no mar quando chega a terra tem de ficar no barco de quarentena obrigatória, isso é impossível”, sublinhou Jacinto Silva. A suspensão é para todo o mês de abril, tendo os armadores e empresários sugerido uma avaliação aos primeiros 15 dias de paragem e que, antes do recomeço, “este tempo seja aproveitado para rever o modelo de pesca regional, definir um quadro de regras e condições”.