Sindicato pede à tutela vinculação de professores contratados

Um grupo de dirigentes do Sindicato dos Professores da Madeira e de professores contratados entregaram esta tarde, ao secretário regional da Educação, um memorando de combate à precariedade docente apelando à tutela para que se comprometa "a...

Sindicato pede à tutela vinculação de professores contratados
Um grupo de dirigentes do Sindicato dos Professores da Madeira e de professores contratados entregaram esta tarde, ao secretário regional da Educação, um memorando de combate à precariedade docente apelando à tutela para que se comprometa "a vincular todos os docentes que, neste momento, se encontrem a cumprir o terceiro contrato anual e sucessivo, independentemente, o grupo de recrutamento". No mesmo documento, pedem que sejam adotadas "medidas compensatórias, a decidir em sede de negociação, para todos os docentes que saíram penalizados com a manipulação da data da publicação das listas de contratação inicial em 2014, nomeadamente permitir a vinculação a todos os docentes que tenham 2190 dias de tempo de serviço, com um contrato anual nos últimos 3 anos, na Região Autónoma da Madeira" e pedem a colocação de todos os professores "até ao dia 31 de agosto". Em declarações ao JM, a dirigente sindical Luísa Paixão lembrou que o Sindicato quer que se aplique na docência, à semelhança de outras profissões, a vinculação dos docentes ao fim dos três anos de contrato e não cinco, como acontece atualmente, com a agravante de haver a obrigatoriedade desses contratos serem no mesmo grupo. "O facto de os docentes terem sido colocados muito cedo e de nenhum dos colegas com quatro contratos ter visto o vínculo quebrado, é algo positivo e não deixamos de louvar. Contudo, não podemos esquecer os colegas que ficaram para trás nos anos anteriores, nomeadamente os 19 que no ano passado ficaram sem vínculo. A maior parte acabou conseguir colocação, mas muito mais tarde, havendo colegas colocados em abril, outros em março, e outros em finais de setembro", lembra.  Atualmente, foram colocados 322 professores e uma centena de professores contratados está a cumprir o quinto contrato no mesmo grupo profissional. A maior parte tem idades acima dos 35 anos, numa fase da vida em que precisam de estabilidade. Luísa Paixão sublinha que esta é uma preocupação aliada ao facto de alguns acabarem por abandonar o ensino. Desgaste e envelhecimento da classe docente é algo que começa a ser bastante preocupante.