Síria: Dezenas de mortos em combates perto de bastião rebelde no norte

Pelo menos 60 combatentes rebeldes e das forças governamentais morreram hoje em combates violentos nos arredores de Jan Shijún, um destacado bastião insurgente do noroeste da Síria, que o exército tenta conquistar há vários dias. O Observatório...

Síria: Dezenas de mortos em combates perto de bastião rebelde no norte
Pelo menos 60 combatentes rebeldes e das forças governamentais morreram hoje em combates violentos nos arredores de Jan Shijún, um destacado bastião insurgente do noroeste da Síria, que o exército tenta conquistar há vários dias. O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que morreram 45 combates das fações rebeldes e islamitas, bem como 17 elementos das forças leais ao Presidente, Bachar al Asad, em confrontos violentos e em ataques aéreos e de artilharia durante a noite e na madrugada de hoje. Esta Organização Não Governamental (ONG), com sede no Reino Unido mas com uma ampla rede de colaboradores no terreno, descreveu que os confrontos armados se concentram a este de Jan Shijún, mas também a oeste, na zona onde, nos últimos dias, as forças do Governo tomaram terras agrícolas. Segundo uma fonte militar na Síria, que a agência de notícias espanhola EFE diz ter pedido o anonimato, o exército controlou o acesso de uma autoestrada considerada chave para a entrega de mantimentos aos rebeldes que dominam o noroeste do país. A província de Idlib está praticamente controlada pelo Organismo de Libertação para o Levante, uma aliança que inclui a antiga filial síria da Al Qaeda. Jan Shijún situa-se na estrada internacional de Alepo-Damasco, de grande importância para o movimento e transporte no norte do país. Dezenas de civis estariam a fugir da cidade para o norte da Síria, na fronteira com a Turquia, onde estão milhares de pessoas deslocadas pelos combates. A violência intensificou-se durante o mês de julho e apenas teve uma pausa de quatro dias no início de agosto, quando o exército sírio declarou um cessar-fogo condicionado à aplicação do acordo de Sochi, selado em setembro de 2018 pela Rússia, aliada de Damasco e da Turquia. Com base nesse acordo, foi estabelecida em torno de Idlib uma faixa desmilitarizada que passa pelas províncias de Aleppo, Hama e Latakia, e uma ofensiva do governo na região rebelde foi detida. Agora, após o fim da trégua, em 05 de agosto, Damasco parece determinado a recuperar o controle do Idlib e ignorar a existência do acordo, acusando Ancara e os rebeldes de não o respeitarem.