Situação "preocupante". Falência da Thomas Cook deixa prejuízo de pelo menos 1,8 milhões de euros na Madeira

Pouco mais de um mês após o fim da operação do grupo turístico, é notório que a sua falência se tornou uma pedra no sapato para a hotelaria portuguesa, em especial na Madeira e no Algarve. De acordo com o DN Lisboa, os prejuízos contabilizáveis...

Situação
Pouco mais de um mês após o fim da operação do grupo turístico, é notório que a sua falência se tornou uma pedra no sapato para a hotelaria portuguesa, em especial na Madeira e no Algarve. De acordo com o DN Lisboa, os prejuízos contabilizáveis já ultrapassam os 20 milhões de euros, mas o valor pode ser ainda maior, uma vez que algumas empresas não responderam aos levantamentos feitos pela Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) e pela Câmara de Comércio e Indústria da Madeira (ACIF). No caso da Madeira, os dados indicam prejuízos de 1,8 milhões de euros, sendo estes números avançados por pouco mais de dois grupos hoteleiros com operação no arquipélago, afirmou ao DN Lisboa Jorge Veiga França, presidente da ACIF. De acordo com um levantamento feito às empresas hoteleiras e de animação turística da Região (com participação facultativa), a associação concluiu que havia 615 clientes da Thomas Cook que estavam hospedados no arquipélago aquando do anúncio da falência, a 23 de setembro. Até ao final do ano, contabilizavam-se 1806 reservas, a que correspondiam 13 mil dormidas. Acrescenta ainda que havia grupos hoteleiros com grande exposição à Thomas Cook, nomeadamente com 60% da operação contratada com o grupo britânico. Veiga França sublinha à mesma publicação que esta é mesmo uma situação "muito preocupante", sendo que através do levantamento, a ACIF concluiu que há 55 mil euros em dívida nas três empresas que responderam ao inquérito, isto, de um universo de mais de 280. A isto, acrescentam-se reservas no valor de 90 mil euros. Segundo a Associação de Promoção da Madeira, o operador movimentava anualmente cerca de 60 mil pessoas, com metade a serem afetadas pela insolvência. Em contraste, o Turismo de Portugal considera que o impacto da falência "foi reduzido" na Madeira, "uma vez que a Thomas Cook operava a nível de pacotes turísticos e não de voos diretos".