Solidariedade assinala comemoração simbólica do 10 de junho na África do Sul

Uma jornada de solidariedade para “comemorar“ o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, desenrolou-se na cidade de Joanesburgo e arredores, de modo a que algumas das muitas famílias fossem contempladas com géneros alimentícios e outros artigos para aliviar a pobreza extrema em que vivem. Jornada esta que foi organizada por Luís Delgado, filho de pais naturais do Porto Moniz e que serviu para avivar as assimetrias das várias comunidades portuguesas dentro da comunidade portuguesa.  Pudemos ver rostos com expressões definidas pelo desespero, com as faces emagrecidas pelos efeitos da fome, e pior, sem qualquer esperança para o amanhã. O amanhã não existe para estas pessoas. Gente que vive junto de comunidades tão embaralhadas como violentas. Sob a batuta de Luís Delgado com a cooperação do Fórum Português, Mafiosos da Caridade, Academia da Ferrugem e dos grupos de motards portugueses, a família, amigos, e também dos Crusaders, um clube de motards sul africano que Luis Delgado é vice-presidente. "Abraço" de solidariedade A caravana saiu com um camião e um atrelado com uma diversidade de produtos para entrega.  A maioria das pessoas comtempladas com este “abraço“ de solidariedade são oriundas de diversas partes da Ilha da Madeira. Verdadeiros dramas. O JM acompanhou esta estranha forma de assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, uma forma humana, simples sem aparatos, testemunhando a entrega de bens alimentícios e também de parcelas com artigos de higiene. Não faltaram brinquedos para as crianças, roupas usadas e novas foram também entregues aqueles quais a sorte não bafejaram. Teresa Alves, 82 anos, natural do sítio do Piquinho, Machico, perguntada pelo JM se gostava de regressar, respondeu sem hesitação: “Não posso ir, não quero ir porque não tenho onde ficar. Vim para a África do Sul com 18 anos e nunca mais lá voltei. A vida foi sempre muito difícil”. Inês Pestana Pinto, 73 anos, da Fajã do Amo, São Vicente, perdeu o seu emprego há sete anos. Disse viver com dificuldades, muitas dificulades, sem dinheiro para medicamentos ou assistência médica ou medicamentosa. “Vivo com uma pensão de R 1.860 (aproximadamente 95 Euros) que nem dá para comer. A eletricidade foi cortada por falta de pagamento, paciência”, disse-nos. Leia tudo na edição impressa de hoje do JM.  

Solidariedade assinala comemoração simbólica do 10 de junho na África do Sul
Uma jornada de solidariedade para “comemorar“ o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, desenrolou-se na cidade de Joanesburgo e arredores, de modo a que algumas das muitas famílias fossem contempladas com géneros alimentícios e outros artigos para aliviar a pobreza extrema em que vivem. Jornada esta que foi organizada por Luís Delgado, filho de pais naturais do Porto Moniz e que serviu para avivar as assimetrias das várias comunidades portuguesas dentro da comunidade portuguesa.  Pudemos ver rostos com expressões definidas pelo desespero, com as faces emagrecidas pelos efeitos da fome, e pior, sem qualquer esperança para o amanhã. O amanhã não existe para estas pessoas. Gente que vive junto de comunidades tão embaralhadas como violentas. Sob a batuta de Luís Delgado com a cooperação do Fórum Português, Mafiosos da Caridade, Academia da Ferrugem e dos grupos de motards portugueses, a família, amigos, e também dos Crusaders, um clube de motards sul africano que Luis Delgado é vice-presidente. "Abraço" de solidariedade A caravana saiu com um camião e um atrelado com uma diversidade de produtos para entrega.  A maioria das pessoas comtempladas com este “abraço“ de solidariedade são oriundas de diversas partes da Ilha da Madeira. Verdadeiros dramas. O JM acompanhou esta estranha forma de assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, uma forma humana, simples sem aparatos, testemunhando a entrega de bens alimentícios e também de parcelas com artigos de higiene. Não faltaram brinquedos para as crianças, roupas usadas e novas foram também entregues aqueles quais a sorte não bafejaram. Teresa Alves, 82 anos, natural do sítio do Piquinho, Machico, perguntada pelo JM se gostava de regressar, respondeu sem hesitação: “Não posso ir, não quero ir porque não tenho onde ficar. Vim para a África do Sul com 18 anos e nunca mais lá voltei. A vida foi sempre muito difícil”. Inês Pestana Pinto, 73 anos, da Fajã do Amo, São Vicente, perdeu o seu emprego há sete anos. Disse viver com dificuldades, muitas dificulades, sem dinheiro para medicamentos ou assistência médica ou medicamentosa. “Vivo com uma pensão de R 1.860 (aproximadamente 95 Euros) que nem dá para comer. A eletricidade foi cortada por falta de pagamento, paciência”, disse-nos. Leia tudo na edição impressa de hoje do JM.