Suspeito do esfaqueamento em Haia vai permanecer detido

O suspeito de ter atacado e ferido com uma arma branca três adolescentes na passada sexta-feira em Haia, Holanda, vai permanecer detido durante mais duas semanas, divulgou hoje o Ministério Público holandês. O homem de 35 anos foi detido no...

Suspeito do esfaqueamento em Haia vai permanecer detido
O suspeito de ter atacado e ferido com uma arma branca três adolescentes na passada sexta-feira em Haia, Holanda, vai permanecer detido durante mais duas semanas, divulgou hoje o Ministério Público holandês. O homem de 35 anos foi detido no sábado, um dia depois do ataque que ocorreu em Grote Marktstraat, uma zona comercial bastante movimentada no centro da cidade de Haia. Num comunicado, o Ministério Público precisou que um juiz de instrução decidiu prolongar a detenção do suspeito, que foi identificado pelas autoridades como um sem-abrigo, por 14 dias. As três vítimas do esfaqueamento foram duas raparigas de 15 anos e um rapaz de 13 anos. As vítimas, que não se conheciam, foram transportadas para um hospital e tiveram alta ainda na sexta-feira. O detido “é atualmente suspeito de uma tripla tentativa de assassínio, tentativa de homicídio e tentativa de abuso grave", acrescentou a nota informativa. O Ministério Público holandês referiu ainda que, durante os interrogatórios, o homem “não falou sobre os acontecimentos da noite de sexta-feira, nem sobre um possível motivo" que terá desencadeado o ataque. O suspeito, que não tem uma residência fixa, foi detido num centro para pessoas sem-abrigo em Haia, antes de ser levado para uma esquadra para ser interrogado. No domingo, a polícia holandesa disse que não tinha encontrado, até ao momento, indícios que pudessem apontar para uma eventual motivação terrorista. Este esfaqueamento em Haia aconteceu no mesmo dia, poucas horas depois, em que um homem, que envergava um colete com explosivos falsos, atacou com uma faca várias pessoas em Londres. Duas pessoas morreram no ataque na capital britânica e o atacante, que estava referenciado pela polícia e tinha sido condenado em 2012 por crimes de terrorismo, foi morto a tiro pelas forças policiais. A polícia britânica tratou o caso como um ataque terrorista.