Tiago Antunes diz desconhecer negociações com deputados do PSD Madeira

O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, disse hoje desconhecer “qualquer negociação com os deputados do PSD Madeira” para o Orçamento do Estado, sublinhando que negociações prévias houve com os partidos à esquerda...

Tiago Antunes diz desconhecer negociações com deputados do PSD Madeira
O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, disse hoje desconhecer “qualquer negociação com os deputados do PSD Madeira” para o Orçamento do Estado, sublinhando que negociações prévias houve com os partidos à esquerda e com o PAN. “Desconheço qualquer negociação com os deputados do PSD Madeira”, declarou Tiago Antunes em entrevista à Lusa. O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro recusou comparar as negociações tidas durante os quatro anos em que houve um acordo parlamentar com BE, PCP e PEV, mas garantiu que no quadro atual essas negociações existiram e que tal está já refletido na proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020). “Não tenho um medidor de intensidade de negociações, o que sei é que houve negociações prévias à negociação da proposta de OE no parlamento. Houve negociações, houve diálogo, e houve a preocupação de deixar vários sinais na proposta que o Governo apresentou para ir ao encontro de pretensões dos partidos à nossa esquerda e do PAN. Isso existiu”, sublinhou. Quanto a uma aproximação aos deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral da Madeira, Tiago Antunes diz desconhecer qualquer aproximação. “O que houve, isso é público, o primeiro-ministro recebeu na residência oficial em São Bento os presidentes dos governos regionais da Madeira e dos Açores, ambos, neste início de mandato, para tratar dos assuntos que, em permanência, existem na agenda entre o Governo da República e os governos regionais. Mas, que eu saiba, não houve uma negociação com os deputados do PSD Madeira”, afirmou. Tiago Antunes, que qualifica de “muitíssimo lesivo para o país” a hipótese de o OE ser chumbado já na generalidade, prefere não se referir às críticas que os partidos de esquerda, designadamente BE e PCP, têm feito à proposta do Governo, destacando, sim, das “primeiras reações partidárias“, o “reconhecimento de vários aspetos positivos” do documento. Questionado sobre os sinais de abertura aos partidos de esquerda que o executivo está disposto a dar, o secretário de Estado devolve o desafio. “O sinal que o Governo deu foi a apresentação desta proposta, agora, é a vez dos partidos dizerem o que é que sobre esta proposta pretendem. Nós aguardamos esses contributos e essas propostas na especialidade e, naturalmente, haverá um processo negocial e um diálogo a que já estamos muito habituados, levamos quatro anos desta metodologia”, defendeu. “Pretendemos manter os mesmos métodos de trabalho e encetar um diálogo agora sobre o diploma que apresentámos na especialidade”, frisou.