Tráfego de banda larga móvel aumenta 36,8% em 2019

De acordo com os dados da ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações), o tráfego de acesso à Internet em banda larga móvel (BLM) aumentou 36,8% em 2019, associado a um crescimento de 44% nos acessos através de telemóvel e de 20,3% nos acessos...

Tráfego de banda larga móvel aumenta 36,8% em 2019
De acordo com os dados da ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações), o tráfego de acesso à Internet em banda larga móvel (BLM) aumentou 36,8% em 2019, associado a um crescimento de 44% nos acessos através de telemóvel e de 20,3% nos acessos através de PC/tablet/pen/router. Segundo a mesma fonte, entre 2015 e 2019, o crescimento médio anual do tráfego de BLM foi de 46%, associado a um aumento médio de 76,3% dos acessos através de telemóvel e de 16,5% de acessos através de PC/tablet/pen/router. Refira-se ainda que o tráfego mensal por utilizador ativo de Internet móvel aumentou 28,2% em 2019 face ao período homólogo. Cada utilizador de BLM consumiu em média 3,8 GB por mês. A ANACOM informou também que no ano passado, os utilizadores efetivos do serviço móvel de acesso à internet aumentaram para 8,1 milhões, mais 6,9% do que no período homólogo, o que corresponde a uma penetração de cerca de 78,8 por 100 habitantes (mais 5,1 pontos percentuais do que em 2018). Este crescimento está associado ao aumento dos utilizadores de Internet no telemóvel, que subiram 7,4% face a 2018, para cerca de 7,6 milhões. Já no que diz respeito ao final de 2019, afirmam que a penetração do serviço móvel ascendeu a 171 por 100 habitantes. Caso sejam considerados apenas os acessos móveis com utilização efetiva (excluindo comunicações machine-to-machine – M2M) a taxa de penetração seria de 120,9 por 100 habitantes. Por outro lado, se se excluíssem os acessos afetos exclusivamente a serviços de dados e acesso à Internet (cartões associados a PC/tablet/pen/router), a penetração dos serviços móveis seria de 115,9 por 100 habitantes. Analisando o número de acessos móveis, verificam, deste modo que, no final de 2019, o total de meios habilitados a utilizar o serviço situava-se nos 17,6 milhões. Destes, 12,4 milhões (70,7% do total), foram efetivamente utilizados (exclui M2M). Excluindo ainda o número de acessos afetos a PC/tablet/pen/router, o número de acessos móveis ascendeu a 11,9 milhões. “O número de assinantes que efetivamente utilizam o serviço aumentou 0,4% em 2019 face ao ano anterior, subida explicada pela evolução dos planos pós-pagos e híbridos (+5,3% no último ano), que continuaram a evidenciar uma tendência de crescimento, enquanto que os planos pré-pagos estão em queda, representando agora 41,3% do total (-10,3 pontos percentuais do que em 2015)”, lê-se na nota de imprensa da ANACOM enviada ao JM. Relativamente ao tráfego de voz móvel, segundo a mesma fonte, este aumentou 2,8% face a 2018, em termos de minutos. O número de minutos de conversação por acesso de voz móvel em 2019 foi, em média, de 204 por mês, mais 4,8 minutos do que em igual período do ano anterior. A evolução ocorrida no tráfego de voz em minutos deveu-se, sobretudo, ao crescimento do tráfego off-net, que aumentou 6% face a 2018. Apontam ainda para o crescimento significativo do tráfego em roaming internacional, que, com exceção do número de mensagens escritas, registou em 2019 aumentos assinaláveis em todos os tipos de tráfego face ao ano anterior, com destaque para o tráfego de Internet (mais 58,5% no caso do roaming in e 74,1% no caso do roaming out). Desta forma, a ANACOM informa que nos últimos 5 anos, no que se refere a tráfego em minutos, a balança de roaming (roaming in - roaming out) foi superavitária apenas em 2017. Pelo contrário, no caso do acesso à internet, o tráfego em roaming in é substancialmente mais elevado que o tráfego em roaming out. Em 2019, o volume de tráfego em roaming in foi 3,8 vezes superior ao tráfego em roaming out. “Olhando para a distribuição do mercado, em 2019, a MEO foi o prestador com a quota mais elevada (41,9%) dos acessos móveis ativos com utilização efetiva, seguida da Vodafone (30,2%) e da NOS (25,4%). Face a 2018, a quota de acessos móveis da NOS aumentou em 0,6 p.p., tendo a quota da Vodafone e da MEO diminuído em 0,1 p.p. e 0,8 p.p., respetivamente”, indicam. Por fim, os dados dão conta que “No caso das quotas de subscritores de acesso à Internet em BLM, em 2019, a quota da MEO foi de 38,4%, seguindo-se a Vodafone com 30,3% e a NOS com 29,2%. Em termos de tráfego em BLM, a NOS detém a quota mais elevada (42,5%), seguida da Vodafone e da MEO (28,7% e 28,3%, respetivamente)”.