Tristeza e indignação no encerramento da Feira do Santo da Serra

Foi o último domingo da Feira do Santo da Serra, após ter sido tomada a decisão do seu encerramento por parte da Câmara Municipal de Santa Cruz, por incumprimento no pagamento das rendas por parte da maioria dos feirantes.  Um dia “chocante...

Tristeza e indignação no encerramento da Feira do Santo da Serra
Foi o último domingo da Feira do Santo da Serra, após ter sido tomada a decisão do seu encerramento por parte da Câmara Municipal de Santa Cruz, por incumprimento no pagamento das rendas por parte da maioria dos feirantes.  Um dia “chocante e triste” para os feirantes, mas que decorreu com normalidade e grande afluência neste que ainda é um programa de eleição para os domingos de muitos madeirenses, como relatou ao JM Rita Casqueiro, proprietária de uma barraca de restauração na Feira do Santo da Serra, que lamenta perder desta forma a sua única fonte de rendimento. Ao longo do dia, foi abordada por vários clientes que não esconderam a tristeza de ficar sem esta barraca de comes e bebes muito procurada pelo seu churrasco. “Eles vieram falar comigo, choraram, e eu chorei também”, conta.  Garante compreender a posição da autarquia, mas não aceita que pague “o justo pelo pecador”, assegurando que, nos dez anos em que frequentou a Feira do Santo da Serra, nunca deixou uma renda por pagar. Indigna-se, sobretudo, com a celeridade com que tudo aconteceu, e por não ter havido compreensão por parte da edilidade em dar algum tempo para os vendedores, que tinham aqui o seu ‘ganha pão’, encontrarem uma alternativa e informar os clientes habituais de um eventual novo local onde os pudessem encontrar. Quem fica a perder, conclui, é a freguesia do Santo da Serra, que “é um autêntico deserto sem a feira”. Recorde-se que a Câmara Municipal de Santa Cruz disse que a situação dos incumprimentos se tornou insustentável, vendo-se forçada a encerrar a Feira e a devolver o espaço à Diocese.