UE reforça necessidade de travar escalada violenta após morte de Soleimani

 O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, sublinhou hoje a necessidade de travar uma escalada violenta no Médio Oriente após a morte do general iraniano Qassem Soleimani num ataque norte-americano em Bagdade. As declarações de Josep Borrell...

UE reforça necessidade de travar escalada violenta após morte de Soleimani
 O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, sublinhou hoje a necessidade de travar uma escalada violenta no Médio Oriente após a morte do general iraniano Qassem Soleimani num ataque norte-americano em Bagdade. As declarações de Josep Borrell surgem depois de uma conversa com o homólogo iraniano, Mohammad Javad Zarif, durante a qual o alto representante da União Europeia para a política externa e de segurança afirmou ter discutido com o ministro iraniano os "recentes desenvolvimentos" na região. "Sublinhei a necessidade de contenção e se evitar toda uma nova escalada" de violência, adiantou Borrell numa mensagem publicada na sua conta na rede social Twitter. De acordo com a mesma fonte, foi igualmente "discutida a importância de preservar o acordo de Viena sobre o [programa] nuclear no Irão, que se mantém crucial para a segurança mundial". "Comprometo-me a ter um papel de coordenador", acrescentou o responsável da UE. Dezenas de milhares de iraquianos, incluindo governantes, participaram hoje no funeral das vítimas do ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdad, na sexta-feira, no qual morreu o comandante da força de elite iraniana Al-Quds, Qassem Soleimani, e que provocou uma escalada de tensão no Médio Oriene. Enquanto decorriam as cerimónias fúnebres, foguetes e morteiros atingiram a zona onde está situada a embaixada dos Estados Unidos em Bagdad, cujas forças de segurança de imediato ativaram mecanismos de defesa. Durante a cobertura mediática da cerimónia fúnebre, a televisão estatal iraquiana acusou os Estados Unidos de estarem a voltar a atacar o Iraque, referindo-se a uma nova ofensiva, na sexta-feira, em que pelo menos cinco pessoas morreram, a norte de Bagdad, que teve como alvo dois veículos de membros da Hachad al-Chaabi, a milícia iraquiana apoiada pelo Irão.