União pede respeito e o mesmo tratamento dado ao Marítimo e Nacional pela CMF

O presidente da SAD do União, Jaime Gouveia, teceu duras críticas a Paulo Cafôfo no discurso que realizou na inauguração do Museu deste clube de futebol, acusando o ex autarca de não ter cumprido o que prometera. “O ex-presidente da Câmara...

União pede respeito e o mesmo tratamento dado ao Marítimo e Nacional pela CMF
O presidente da SAD do União, Jaime Gouveia, teceu duras críticas a Paulo Cafôfo no discurso que realizou na inauguração do Museu deste clube de futebol, acusando o ex autarca de não ter cumprido o que prometera. “O ex-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, prometeu na cerimónia do centenário do União uma sede para a nossa coletividade, à semelhança do que a CMF fez, e bem, com o Marítimo e o Nacional”, começou por dizer. Porém, “passados cinco anos, nada aconteceu. Como diz a expressão de Jorge Jesus, tivemos “bola”, ou seja, zero”, lamentou. Mais realçou que “o atual presidente da Câmara Municipal do Funchal já nos informou que a autarquia não tem espaços disponíveis para o União e, perante esta total falta de respeito e promessas falhadas, por quem tinha obrigação de fazer mais e honrar os seus compromissos, só nos cabe fechar esta porta e seguir o nosso caminho, apelando à boa fé de outros organismos que tenham o União mais em conta”, criticou. “Temos quatro mil sócios, 200 atletas praticam desporto no nosso clube, temos 106 anos de história, merecemos respeito!”, destacou. “Entretanto, não ficamos parados a nos lamentar, usamos a criatividade e os recursos existentes, metemos mãos à obra e demonstramos que não precisamos de esmolas”, frisou. Exemplo disso “foi o que aconteceu com a implementação do nosso Museu”, mencionou, avisando que haverá novidades: “mas as alterações não vão ficar por aqui e vamos tornar o nosso Complexo Desportivo numa espécie de quartel general do União, vamos por agora concentrar tudo aqui, todos os serviços do clube e da SAD”. Jaime Gouveia rematou a sua intervenção manifestando a certeza “que o Governo Regional não virará as costas ao União”.