USAM coloca enfoque no trabalho de qualidade sem precariedade

Ao longo desta semana, na Madeira, têm tido lugar diversas atividades comemorativas da Semana da Igualdade, sob o lema Emprego de Qualidade Viver e Lutar pela Igualdade, dinamizadas pela Comissão de Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP,...

USAM coloca enfoque no trabalho de qualidade sem precariedade
Ao longo desta semana, na Madeira, têm tido lugar diversas atividades comemorativas da Semana da Igualdade, sob o lema Emprego de Qualidade Viver e Lutar pela Igualdade, dinamizadas pela Comissão de Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP, de forma a dar visibilidade às dificuldades vividas pelas mulheres no Mundo do trabalho e às suas lutas por uma efetiva igualdade, pelo direito a viver e trabalhar com dignidade e com direito a vida pessoal.  Hoje, no âmbito das atividades da CGTP, a USAM levou a cabo uma iniciativa junto ao Centro comercial La Vie, na qual esteve em foco a temática trabalho de qualidade sem precariedade, temática que se revela de particular importância pelo facto de a precariedade elevar Portugal a um lugar do podium, pois é o terceiro país da UE em que esta triste realidade atinge níveis mais altos, sendo as mulheres e as jovens as que mais são atingidos.  "Ora, os vínculos precários provocam um outro atentado à dignidade humana, que é o risco de pobreza em que se encontram uma percentagem demasiado elevada das trabalhadoras, para além de propiciarem condições de insegurança laboral. Nesta balança entre a pobreza e insegurança as mulheres são as mais afetadas, devido à nossa realidade social que, ao longo dos anos, remeteu a mulher às tarefas domésticas, interrompendo, muitas vezes as suas carreiras, o que, apesar de contribuir para a economia do país, não lhes permite usufruir de subsídios nem de reformas dignas. Nos nossos dias, a mulher já tem acesso ao mundo do trabalho remunerado, mas nem por isso terminaram as desigualdades. Os estudos provam que ainda existe discriminação salarial e que a jornada de trabalho das mulheres é em termos médios quase duas horas superior à dos homens, pois continuam a ser as mulheres a arcar com a maior parte das obrigações familiares. Não podemos continuar a deixar que a tradição se sobreponha à lei, por isso a CGTP tem estado na rua, ao longo de toda a semana, consciencializando para a importância de lutar pela Igualdade todos os dias, para uma criação de uma sociedade mais justa para todas", afirmou a dirigente da CGTP, Luísa Paixão.