"Vencer o Medo" pretende elucidar "certas movimentações" de hoje

Edgar Silva mostrou-se hoje preocupado com “certas movimentações” que existem atualmente na sociedade portuguesa e que podem permitir “alguma regressão” dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. A reflexão surgiu durante o lançou do livro da sua autoria “Vencer o Medo – A Comissão Nacional de Socorro aos presos políticos (1969-1974)”, hoje, no Colégio dos Jesuítas, uma peça que mostra como funcionava o regime autoritário de direita que suportava a segunda República ou o Estado Novo.  “É importante que não se apague da nossa memória coletiva o que foram esses processos de tortura individual e todos os atentados contra os direitos humanos”, disse, reconhecendo a “pertinência” do trabalho publicado, no momento em que a extrema-direita em Portugal sobe nas intenções de voto. “Esse medo de se dizer o que se pensa”, “de expressar pensamento próprio”, “de ficar sob suspeição”, “esse medo que estava enraizado na vida pessoal e coletiva” não pode hoje “ser apagado da nossa memória”, sublinhou o autor, atento para que “não se regrida” na democracia. Edgar Silva destacou ainda que a fundamentação do livro resulta de uma aturada pesquisa de documentos em arquivos públicos, como a Torre do Tombo, o Centro de Documentação 25 de Abril ou o Museu do Aljube. “É na base da documentação disponível que “é possível fundamentar como os processos de tortura e violência [e] todo o processo repressivo da ditadura de (Oliveira) Salazar e (Marcelo) Caetano tinham um impacto brutal na vida de tanta gente, e como o medo da tortura, de ser morto na prisão como aconteceu com tantos, como tinham um efeito controlador da sociedade e como eram um processo asfixiante”, disse, referindo-se, por fim, ao Estado Novo como “a grande noite que percorreu Portugal”.

"Vencer o Medo" pretende elucidar "certas movimentações" de hoje
Edgar Silva mostrou-se hoje preocupado com “certas movimentações” que existem atualmente na sociedade portuguesa e que podem permitir “alguma regressão” dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. A reflexão surgiu durante o lançou do livro da sua autoria “Vencer o Medo – A Comissão Nacional de Socorro aos presos políticos (1969-1974)”, hoje, no Colégio dos Jesuítas, uma peça que mostra como funcionava o regime autoritário de direita que suportava a segunda República ou o Estado Novo.  “É importante que não se apague da nossa memória coletiva o que foram esses processos de tortura individual e todos os atentados contra os direitos humanos”, disse, reconhecendo a “pertinência” do trabalho publicado, no momento em que a extrema-direita em Portugal sobe nas intenções de voto. “Esse medo de se dizer o que se pensa”, “de expressar pensamento próprio”, “de ficar sob suspeição”, “esse medo que estava enraizado na vida pessoal e coletiva” não pode hoje “ser apagado da nossa memória”, sublinhou o autor, atento para que “não se regrida” na democracia. Edgar Silva destacou ainda que a fundamentação do livro resulta de uma aturada pesquisa de documentos em arquivos públicos, como a Torre do Tombo, o Centro de Documentação 25 de Abril ou o Museu do Aljube. “É na base da documentação disponível que “é possível fundamentar como os processos de tortura e violência [e] todo o processo repressivo da ditadura de (Oliveira) Salazar e (Marcelo) Caetano tinham um impacto brutal na vida de tanta gente, e como o medo da tortura, de ser morto na prisão como aconteceu com tantos, como tinham um efeito controlador da sociedade e como eram um processo asfixiante”, disse, referindo-se, por fim, ao Estado Novo como “a grande noite que percorreu Portugal”.