Venezuela: Igreja Católica pede acordo para acabar com o sofrimento da população

A Igreja Católica pediu hoje ao Governo do Presidente Nicolás Maduro e à oposição que agilizem um acordo que permita acabar com o sofrimento dos venezuelanos, que atenda à crise humanitária e que dê segurança jurídica à população. Não é a guerra,...

Venezuela: Igreja Católica pede acordo para acabar com o sofrimento da população
A Igreja Católica pediu hoje ao Governo do Presidente Nicolás Maduro e à oposição que agilizem um acordo que permita acabar com o sofrimento dos venezuelanos, que atenda à crise humanitária e que dê segurança jurídica à população. Não é a guerra, não é a violência nem as armas, que vão trazer-nos a paz mas a racionalidade e a consideração de que o outro, mesmo que pense diferente, é tão venezuelano como nós e que necessitamos unir-nos para construir juntos o país que sonhamos" disse o arcebispo de Caracas. Em declarações aos jornalistas, o arcebispo Baltazar Enrique Porras Cardozo advertiu que se não houver um acordo entre o Governo e a oposição, nas negociações que decorrem em Barbados sob o auspício da Noruega, "não haverá solução para a crise". "Por isso a nossa insistência em que os atores entendam que a única maneira de sair da crise, de maneira pacífica e racional é abrindo-se ao que é fundamental", disse. O cardeal frisou ainda que "é moralmente inaceitável desprezar a vida, não tomar em conta os venezuelanos ou estar procurando outras coisas" e explicou que há muitas variáveis a ter em conta para que venham a ocorrer eleições presidenciais na Venezuela. "Porque se destruiu a confiança no sistema [eleitoral] e há que oferecer condições mínimas para que a população sinta que não estão brincando com ela. Que tanto os que estão no estrangeiro como os que estão aqui, os partidos inabilitados [oficialmente impedidos] como as que pessoas que não podem exercer os seus direitos políticos o possam fazer como venezuelanos", disse. Segundo o arcebispo, os venezuelanos estão "na presença de um Estado falido e perante uma Estado criminoso, pela quantidade de execuções extrajudiciais, pelo desaparecimento de muita gente e pelos que são submetidos a reclusão sem cumprir com requisitos mínimos, simplesmente porque pensam diferente ou porque pensam que dissentir ou manifestar-se é um delito, quando é um direito de todos".