Venezuela: Maduro compara homólogo boliviano Morales a Gandhi e a Mandela

 O Presidente da Venezuela comparou hoje o seu homólogo boliviano Evo Morales a Mahatma Gandhi e a Nelson Mandela e disse que está em curso um golpe de Estado na Bolívia. "Evo é um homem de grande prestígio no mundo. Está ao nível de Gandhi...

Venezuela: Maduro compara homólogo boliviano Morales a Gandhi e a Mandela
 O Presidente da Venezuela comparou hoje o seu homólogo boliviano Evo Morales a Mahatma Gandhi e a Nelson Mandela e disse que está em curso um golpe de Estado na Bolívia. "Evo é um homem de grande prestígio no mundo. Está ao nível de Gandhi e de Nelson Mandela. É um líder moral de toda a América, o primeiro Presidente indígena", disse Nicolás Maduro, que falava em Caracas, no palácio presidencial de Miraflores, durante uma reunião de trabalho com membros do seu Governo. "Evo merece ser defendido pelos democratas. É vítima de uma enxurrada de ataques sucessivos, ameaçado por uma direita racista que não lhe tem permitido ser o Presidente com mais sucesso em 200 anos na Bolívia", frisou. Nicolás Maduro disse estar em contacto com o seu homólogo boliviano e expressou "toda a solidariedade da Venezuela, com o povo da Bolívia e com o Presidente reeleito, chefe 'índio' do sul, que tem denunciado estar em marcha um golpe de Estado da direita, com apoio internacional". Os bolivianos foram domingo às urnas para eleger quem dirigiria os destinos do país, um processo no qual participaram nove candidatos, entre eles o atual Presidente Evo Morales, 59 anos, de origem indígena aimará e líder do partido Movimento para o Socialismo, que concorreu a um quarto mandato. O seu adversário mais cotado é o opositor e ex-Presidente Carlos Mesa, um jornalista de 66 anos, do partido Comunidade Cidadã. Na noite de domingo o Supremo Tribunal Eleitoral (STE) da Bolívia interrompeu a contagem dos votos, que apontava para uma segunda volta entre Evo Morales e Carlos Mesa, o que desencadeou protestos violentos em várias regiões do país. Na segunda-feira o STE deu a vitória a Evo Morales, com mais de 40% e uma diferença de mais de dez pontos com relação a Carlos Mesa, o que dispensava legalmente a realização de uma segunda volta.