Venezuela: Oposição cria "centro de governo" para coordenar ações contra regime

O presidente do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, anunciou hoje a criação de um "centro de governo" para responder à crise e coordenar as ações contra o regime do Presidente do país, Nicolás Maduro. "Anunciamos importantes designações...

Venezuela: Oposição cria
O presidente do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, anunciou hoje a criação de um "centro de governo" para responder à crise e coordenar as ações contra o regime do Presidente do país, Nicolás Maduro. "Anunciamos importantes designações de governo com o objetivo de responder à emergência humanitária complexa e exercer a pressão necessária para conseguir que cesse a usurpação [do poder por parte de Madutro]", disse Guaidó. Juan Guaidó falava em Caracas, durante a apresentação do “Plano País Infraestrutura”, na Universidade Metropolitana. O líder opositor explicou que o presidente do partido Vontade Popular, Leopoldo López, será o responsável presidencial para o centro de governo. Economista e político, Leopoldo López refugiou-se na residência do embaixador de Espanha, Jesus Silva, depois de violar a prisão domiciliará e aparecer numa autoestrada de Caracas, em 30 de maio último, em apoio a um grupo de militares que se pronunciaram contra o Presidente venezuelano. Juan Guaidó precisou que Júlio Borges (do partido Primeiro Justiça), atualmente na Colômbia, onde pediu asilo, será o encarregado das relações exteriores, para "continuar a aumentar a pressão diplomática e financeira contra a ditadura, e responder à diáspora" venezuelana. Já Alegandro Plaz será o comissário para o desenvolvimento económico e terá a missão de coordenar a estratégia para a recuperação económica, produtiva e de superação da pobreza, enquanto Javier Troconis tem a “pasta” da gestão dos ativos da Venezuela no estrangeiro. Ao advogado Humberto Prado, do Observatório Venezuelano de Prisões, cabe os direitos humanos e atenção às vítimas. Estes responsáveis juntam-se a 40 representantes diplomáticos que foram designados pelo líder opositor nos últimos meses. A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro último, depois de o presidente do parlamento, Juan Guaidó, jurar assumir as funções de presidente interino do país. Desde 2015 que mais de quatro milhões de venezuelanos abandonaram a Venezuela escapando da crise.